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terça-feira, 24 de abril de 2012

Entidades sociais reconhecem trabalho de Carlos Brito, dignidade, competência, seriedade e respeito pelo cidadão, esse é a marca do novo secretário de governo, diz ativista

Competência, seriedade e muito trabalho, essa é a marca de Carlos Brito de Lima, diz o maior ativista na luta contra a pedofilia em MT, João Batista.

 

Em primeiro lugar, esta de parabéns o prefeito Chico Galindo (PTB), pela indicação, inteligente e acertada, de Carlos Brito de Lima para suceder o trabalho na Secretaria Municipal de Governo de Cuiabá, diz o Diretor do Maior Portal de Combate a Exploração Sexual e Combate a Pedofilia de MT,João Batista de Oliveira.

 

O ativista destacou que o secretário de Comunicação Carlos Brito, filiado ao PSD e parceiro de primeira hora do atuante deputado José Riva e do vice-governador Chico Daltro. Ex-vereador, ex-prefeito 1990, ex-deputado estadual e secretário de Estado, é um dos políticos mais respeitados e mais injustiçado do nosso Estado, respeitado pelo trabalho que desenvolve em prol de todos os Municípios,quando foi deputado e secretário de estado, pois a ação de Carlos Brito de Lima, filho de Minas e Cuiabano de Coração, Carlos Brito de Lima tem o reconhecimento do seu trabalho, dignidade, competência, seriedade e acima de tudo o seu compromisso com Cuiabá, reconhecido pela grande maioria de seus conterrâneos de coração e por aqueles que aqui chegam e reconhecem nele um grande trabalhador pelo desenvolvimento de seu Município, a prova disso é a expressiva votação quando foi Deputado recebeu em Cuiabá sendo sempre um dos  mais bem votado em sua terra de coração.

 

Falar mal de Carlos Brito (PSD) é mesmo que falar mal do nosso Município e de nossa gente, pois o trabalho de Carlos Brito (PSD) é grande em Cuiabá e o povo sabe disso, por isso o reconhecimento e o repudio aos ataques que o atuante secretário Carlos Brito (PSD) sofreu num passado recente.

 

 O povo de Cuiabá sabe que sempre poderá contar com o trabalho e a seriedade de Carlos Brito para o bem de nosso povo e é isso que incomoda seus adversários, Carlos Brito esta com o povo e o povo com Carlos Brito.

 

O diretor do Portal Todos Contra a Pedofilia MT, João Batista de Oliveira,
Recordou da sua atuação em prol do desenvolvimento do Estado de MT, quando secretário de estado, no governo Blairo Maggi, onde prestou todo o brilho de sua inteligência e esforços para promover o crescimento de nosso Estado, uma verdadeira revolução na área de atuação.

 

Competência, Seriedade, e dignidade, responsabilidade e comprometimento como você está fazendo e honrando seu nome. Continue assim que Deus sempre vai estar do seu lado para te defender e proteger dos inimigos e invejosos.

João Batista de Oliveira 
Diretor do portal Todos Contra a Pedofilia MT

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Cuiabá:Deus é Justo: “Carlos Brito é um político injustiçado, pelo arrogante e prepotente, Éder Moraes, por pedir transparência”

"Com perfil de homem forte dos botinudos, arrogante, Éder Moraes injustiçou Carlos Brito por pedir transparência”

Sem meias palavras, o Diretor do Portal Todos Contra a Pedofilia MT e do site MT24HorasNews, João Batista de Oliveira, afirmou que o ex-diretor de Infraestrutura da extinta Agência da Copa do Mundo (Agecopa), e atual secretário de Comunicação de Cuiabá, Carlos Brito, foi “o  político mais injustiçado dos últimos tempos,pelas loucuras do arrogante,prepotente,Eder Morares,”. Na visão do diretor tudo aconteceu simplesmente porque Carlos Brito cobrou mais transparência na execução das obras da copa da copa de 2014, ele foi execrado por Eder Moraes e injustiçado por Silval Barbosa que endossou a truculência do Eder Moraes, quem perdeu com a saída de Carlos Brito?.


. “O ex-diretor de Infraestrutura da extinta Agência da Copa do Mundo (Agecopa), e atual secretário de Comunicação de Cuiabá, Carlos Brito, é o político mais injustiçado de todos os tempos”, cravou o diretor do maior portal de combate a pedofilia do centro oeste, no site MT24HorasNews do qual é diretor geral, alertando que essa “pecha” esta sendo corrigida,porque agora esta comprovado o que disse o Yuri Bastos Jorge ,ex-assessor-especial da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo de 2014, ao dizer,Eder ‘massacrava’ as pessoas.

"Arrogante"

A fase mais conturbada da Agecopa, foi na era Eder Moraes. Em apenas 1 ano e 7 meses, a agência já conhecia seu terceiro presidente.

Com a promessa de que não iria decepcionar o governador Silval Barbosa, o até então secretário-chefe da Casa Civil, Eder Moraes, assumiu o comando da pasta no dia 25 de abril de 2011.

Em poucas semanas, Eder "implodiu" a Agecopa. Briga de egos da parte dele próprio, ao querer aplicar um regime ditatorial, centralização de poder e rusga em público com o diretor de infraestrutura, Carlos Brito por pedir, mais transparência.

 A indignação do maior ativista na luta contra a pedofilia em MT, João Batista de Oliveira, contra Éder Moraes não ficaram restritas somente pela exoneração de Eder Moraes, ele reforçou dizendo agora esta comprovado que o governador Silval Barbosa cometeu uma enorme injustiça política e foi mais incisivo: ""em dizer que Éder sempre foi arrogante e sobe no pedestal do cargo que ocupa. “Foi muito importante a sua substituição, até para valorizar o próprio governo”,e enquanto cidadão que acredita no Deus da Justiça,posso dizer, como Deus é Justo,como me doeu profundamente a injustiça do governador Silval Barbosa, ao se curvar ao pedido, do autoritário “Éder” por ser um político que “massacrava” as pessoas para mostrar autoridade.

Eder Moraes ultimamente começou inclusive a ficar agressivo com as pessoas, bater de frente com todo mundo. Pois queria sempre mostrar autoridade a todo custo e começou a desagregar, e o governador sempre calado e se curvando a esse prepotente. 

O ativista concorda com o presidente da Assembléia Legislativa, deputado José Riva (PSD), de que Éder Moraes “falava demais”. “Ele lançava coisas antes mesmo do governador saber e essa não era sua missão como funcionário. Ao invés de levar problemas para o governador, ele deveria solucioná-los. As discussões com o Carlos Brito e com o senador Pedro Taques, por exemplo, foram desnecessárias”, salientou. 

Eder cometeu muitos erros à frente da Secretaria. “Havia muitas pessoas com experiência em gestão pública e ele não soube aproveitar essas pessoas, assim como o Roberto França, o Yênes Magalhães e o Carlos Brito, que deixaram a Pasta. Faltou capacidade de articulação e acima de tudo humildade para trazer essas pessoas para perto”, declarou. 

 "Tudo tem limite disse Riva. Ele Éder Moraes  não tem caráter político e não se digna sequer a atender os telefonemas do líder do (PR), deputado Mauro Savi, e de outros parlamentares".

Carlos Brito vai entrar para historia política de Mato Grosso, como político que marcou o passado recente com seu corajoso enfrentamento do tiranete na Agecopa, 

O político que marcou o passado recente com seu corajoso enfrentamento do tiranete de Eder Moraes na Agecopa,A perseguição de Eder contra Carlos Brito vinha de longa data. Brito sempre deixou claro que suas opiniões são divergentes das de Moraes em respeito a sua biografia, o que ficou mais evidenciado ainda, quando o presidente baixou portaria proibindo os diretores de falarem em nome da agência,a bem da verdade Eder impôs censura, por quê?Medo de que?. "Carlos Brito nosso eterno líder comunitário quebrou essa regra várias vezes" volto a dizer em respeito a sua biografia e na missão de elevar o padrão de comportamento ético capaz de assegurar, em todos os casos, a lisura e a transparência dos atos praticados na condução da coisa pública. Porque nos não vivemos mais sobe domínio da ditadura.A megalomania, a vaidade e a prepotência de Eder Moraes pode acabar com este estado. Escrevam o que estou dizendo. Mentes assim costumam ser perigosas.
 
O fundador do Portal Todos Contra a Pedofilia MT e presidente da ONG MT contra a pedofilia, Toninho do Gloria destacou que o secretário Carlos Brito sempre demonstrou na prática, que é possível transformar a política partidária num instrumento de apoio ao cidadão que paga os seus impostos e que espera do Poder Público um retorno satisfatório as suas inúmeras aspirações. 

Dotado de sentimento cívico, dono de um linguajar simples e objetivo, prático e sincero em suas decisões, Carlos Brito sempre foi um secretário diferenciado, que faz do seu cargo um sacerdócio. Respeitado pelo povo, admirado pela classe política do nosso estado, simpático à Imprensa e exemplo para quem deseja ser um secretário atuante, Carlos Brito sempre dispensa holofotes ao contrario do Eder Moraes, Carlos Brito procura trabalhar silenciosamente, mas sempre cobra resultados e não admite corpo mole e conversa fiada, diz João Batista. 

O diretor destaca que a sua popularidade está sempre presente. Modesto e trabalhando sem alarde, Carlos Brito sempre promoveu relevantes serviços com simplicidade, autenticidade, planejamento e acima de tudo com muito profissionalismo. 

Uma das grandes virtudes de Carlos Brito, é transparência, fato este, muito em voga nos dias atuais, onde a maioria dos políticos procura e empurra os problemas com a barriga, ganhando tempo, atrasando compromissos firmados e engavetando inúmeras solicitações. A sua atuação em várias áreas, tem lhe rendido homenagens pelos quatro cantos de MT, pois é visível e notória a sua participação direta em várias conquistas. O seu estilo inconfundível e sua maneira peculiar de trabalhar é uma marca registrada que lhe atesta como um grande secretário com grande credibilidade para alçar altos vôos. 

Por essas e outras é que o secretário Carlos Brito é uma unanimidade, devido a sua postura, dedicação e compromisso com as verdadeiras transformações sociais.
Fonte: MT24HorasNews
Autor: João Batista de Oliveira (Joãozinho)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Vereador Júlio Pinheiro, um presidente atuante!

Temos que fazer justiça a esse grande vereador que tem empreendido uma grande gestão a frente da Câmara Municipal de Cuiabá. Refiro-me a Júlio Pinheiro, que mesmo na época em que era neófito em política conseguiu ser eleito como o parlamentar mais atuante do estado de Mato Grosso, agora é presidente do legislativo cuiabano.
Em seu mandato, Júlio Pinheiro levou a Câmara Municipal de Cuiabá juntamente com os demais vereadores e vereadora a efetuar uma produção recorde de matérias do interesse da coletividade cuiabana.
 “O Legislativo já tem endereço no Facebook e Orkut. Afinal é a imagem do Poder Legislativo que está em jogo. Tudo tem que ser feito com responsabilidade e tem tido a resposta positiva da sociedade.
Com muito esforço e competência colocou no prédio da Casa um circuito interno para oferecer maior segurança na sede. A Casa adquiriu uma moderna central digital para melhorar a telefonia e sistema de dados da Câmara Municipal de Cuiabá. Na medida do possível renovou os equipamentos de informática da “Casa”, tanto para o setor administrativo como para os gabinetes dos vereadores.

Eis os principais projetos apreciados e votados: Câmara de Cuiabá aprovou aumento salarial de servidores do município, o Projeto de Lei Complementar n˚180, 2012, que dispõe sobre o reajuste aos servidores de nível superior das áreas finalística, instrumental e estratégica do Executivo Municipal. A aprovação representa um reajuste salarial na ordem de 10%, atendendo a 264 servidores que ainda não estavam contemplados em Planos de Cargos, Carreira e Salário (PCCS) específicos.

O presidente da Comissão de Constituição de Justiça, vereador Marcus Fabrício (PTB), que informou o parecer favorável a aprovação da lei na época, lembrou o empenho da Casa em prol dos servidores da prefeitura. “Temos que parabenizar, pois foi a Câmara Municipal, através da Mesa Diretora na pessoa do vereador Júlio Pinheiro, capitaneada pelo seu presidente, que se reuniu várias vezes com o prefeito, com o empenho dos vereadores, para essa conquista”.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cuiabá (Sispumc), Jaime Metelo comemorou, “valeu, toda luta com saldo positivo é vitoriosa”. Ele informou ainda, que a categoria, juntamente com os vereadores, assinaram um documento para ser entregue ao Executivo, marcando para o mês de novembro, pós período eleitoral, novas negociações para a conquista de outros direitos.

 

Foram apresentados projetos e requerimentos de interesse da sociedade em busca de melhorias para a cidade de Cuiabá. Pois bem, o presidente Júlio Pinheiro esteve e está no comando de toda essa labuta e de forma simples preferiu mais uma vez ficar quieto, a fim de que os cuiabanos façam o julgamento do seu trabalho em momento oportuno.
No entanto, eu não poderia omitir a divulgação do grande trabalho de um cidadão humilde, que quando criança passou pela prova da vulnerabilidade social e trabalhou muito para ajudar no sustento da sua família. Registro Fica aqui Júlio Pinheiro, o meu registro de incentivo a você que é um grande ser humano que tem servido de exemplo para muitos. Valeu Júlio Pinheiro!,Sei que a luta é grande, a perseguições maiores ainda, porém Deus é Justo, tenho a certeza que essa peleja não é mais sua, porque agora é Deus que esta no comando, ele esta pelejando por você, você dará volta por cima. Tenha fé.

Perfil Júlio Pinheiro PTB:

Em seu terceiro mandato, o vereador Júlio Pinheiro (PTB) é o atual presidente da Câmara Municipal de Cuiabá. Desde que assumiu o cargo, no mês de janeiro, ele vem criando mecanismos para modernizar e agilizar o serviço legislativo, dando mais transparências nas ações realizadas pelo parlamento municipal. Casado com Gisely Carolina Lacerda Pinheiro, Júlio Pinheiro disputou o cargo de vereador por Cuiabá em 2000, conquistando a suplência.

Na eleição seguinte, foi eleito novamente pelo PDT. Já na eleição passada, de 2008, o vereador concorreu à reeleição pelo PTB, assumindo a vaga de primeiro suplente.

 Em agosto de 2010, ele assumiu a vaga de vereador, tornando se presidente da Mesa Diretora no início deste ano.

Apesar de só ter disputado um cargo eletivo no ano de 2000, Júlio Pinheiro tem uma longa trajetória na vida pública.

Ele foi diretor da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), diretor da extinta Companhia de Habitação de Mato Grosso (Cohab), chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), assessor parlamentar da Câmara e do Senado, e, mais recentemente, presidiu a Agência Municipal de Habitação.

Toda essa experiência adquirida ao longo de sua vida, fez com que Júlio Pinheiro ganhasse o reconhecimento da população, que o levou, através das urnas, a ocupar uma cadeira na Câmara de Vereadores, onde tem a oportunidade de fazer mais em benefício de toda a comunidade.
João Batista de Oliveira 
Diretor do portal Todos Contra a Pedofilia MT e do site

Diretor do Portal Todos Contra a Pedofilia envia nota de solidariedade ao vereador Júlio Pinheiro (PTB)

O Portal Todos Contra a Pedofilia MT e Site MT24HorasNews, através da sua Comissão Provisória, na pessoa do maior ativista na luta conta a pedofilia em MT,João Batista de Oliveira, vem manifestar sua solidariedade ao Presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Vereador Júlio Pinheiro (PTB), que está tendo sua reputação, honra e idoneidade distorcida por aqueles que não concordam com a maneira ética e republicana com qual ele vem conduzindo a administração da Câmara Municipal, e nesse momento distorcem, e faltam com a verdade,mais a verdade mesmo, sem o tal de sensacionalismo, no caso da esposa do parlamentar Gisely Carolina Lacerda Pinheiro o denunciou por agressão na madrugada de Sexta da Paixão (6).

Vale destacar que Júlio Pinheiro além de garantir condições a todos os vereadores, sem exceção, de poder exercer seus mandatos da melhor forma a atender a população de Cuiabá, o vereador Júlio Pinheiro tem trabalhado intensamente para que a Câmara Municipal seja realmente uma Casa do Povo. Essa postura, certamente, vem incomodando a muitos e principalmente àqueles que costumeiramente tomam condutas nada louváveis pondo em risco o sistema democrático e principalmente nossa liberdade.

Essa nota de manifesto está sendo feita em função de um boato que já esta correndo em nossa cidade de que alguns parlamentares do nosso município estariam articulando a possível cassação do presidente da câmara. Sob qual acusação? Concretamente nenhuma, pois o vereador tem conduzido os trabalhos da casa na maior lisura, transparência e honestidade. É importante que todos saibam que as contas estão à disposição de qualquer cidadão e cada despesa tem seu respectivo comprovante.

Caso da Esposa:

A direção do Portal Todos Contra a Pedofilia MT lamenta toda forma de violência, Perdoar não significa esquecer as marcas profundas que nos deixaram, ou mesmo fechar os olhos para a maldade alheia.

Perdoar é desenvolver um sentimento profundo de compreenção,por saber que nós e os outros ainda estamos distantes de agir corretamente.

Por não estarmos, momentaneamente em completo contato com a intimidade de nossa criação divina, e que todos nos temos em várias ocasiões, gestos de irreflexão e ações inadequadas.

Vamos lembrar da grande frase de JESUS CRISTO: “QUEM DE TI QUE NUNCA PECOU, QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA”.
Solidarizar e saber conhecer a palavra perdoar. Não temas, porque eu sou contigo

Como diz,Isaías 41:10 não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel.

Isaías 41:13 Porque eu, o SENHOR, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo.

João Batista de Oliveira 
Diretor do portal Todos Contra a Pedofilia MT
MT24Horasnews
http://www.mt24horasnews.com.br/ 
mt24horasnews@gmail.com 
www.todoscontraapedofiliamt.com.br 
movimentocontrapedofiliamt@gmail.com

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Os caminhos, as chances e o estilo de Galindo

Jorge Maciel






Nos próximos dias, apesar das suposições às brumas, o prefeito Francisco Galindo deve se declarar candidato à reeleição, até porque o plano B [tradução: Carlos Brito] mesmo com seus bons predicados pode aguardar. Os recentes alinhavos das últimas semanas têm essa direção. A aproximação súbita – não para todos - com o PSD de José Riva, com a ocupação de pastas estratégicas, os laços [re]atados com o PSDB, a participação do PSB e PC do B no governo, além de cargos de terceiro escalão para nanicos, sinalizam um projeto frondoso apontado para mais uma temporada no sétimo andar do palácio Alencastro– ou Dante de Oliveira, como se queira.

E quais as chances do prefeito em relação a mais quatro anos à frente do município?

Apesar da ofensiva ofegante e implacável do grupo de comunicação de Mato Grosso, cujo proprietário é pré-candidato pelo único partido parece realmente de oposição a Galindo, associado ao PT e ao PPS, o prefeito parece ter lido e assimilado os escritos de iWilliam Shakespeare Sheakespeare, um deles, em tom desafiante, avisa: “primeiro me matem, depois enterrem os ossos”. Decidido, imprime um ritmo forte de ações, muitas das quais prometidas e nunca levadas a termo.

Um pelotão de apresentadores ou editores, infatigáveis e persistentes como moscas no bolo, criticam, todo tempo, desde a falta de uma drágea de mebendazol na policlínica até o furioso temporal enviado pelo Todo Poderoso. É um proselitismo que rufa azucrinante, terror para os mais esclarecidos, mas arroubo para a ralé cativa, ufanista e infame. Não é de desconhecimento público que as críticas e o desejo de se desoprimir contra a herança deixada pelo ex-prefeito Wilson Santos, por parte da população, têm sido transferidas para Francisco Galindo, ora porque ele remete à continuação do mandato de Wilson, ora porque um bem arquitetado plano de mídia, tal qual a teoria de goebbels, em que o aleive se sedimenta em pétrea veracidade, tem o fito de lhe impor a responsabilidade por mazelas urbanas de décadas e décadas.

Não se deve deixar de mensurar o peso de nomes já postos como Mauro Mendes, Dorileo Leal ou Lúdio Cabral num embate até outubro e suas chances de baterem o atual prefeito, mas há de se convir que são raros, aliás, raríssimos, os casos de gestores que buscaram e não conseguiram o mandato consecutivo. O que implica que a reeleição foi feita para ganhar e Galindo, com a faca e o queijo, não obstante pesquisas de cirrus, sabe bem disso.

A sua principal tarefa, enquanto dá poucos ouvidos à oposição, parece querer mostrar e convencer que nada tem a ver com um mandato recém acabado e que a gestão agora é outra, até porque, histórica e simplesmente, vice é só vice e urubu é aquele ‘’bicho’ que voa. Vai e continuará a apanhar bastante, mas se mantiver o ritmo e o estilo, pode conseguir convencer. Se chegar a esse intento, estará a cavaleiro para se fazer valer de outra lição sheakespeareana: “meu corpo e membros estão em frangalhos, mas minha cabeça está em ordem”.

Cadê o humor, Chico Galindo?

O prefeito de Cuiabá, Chico Galindo, está na minha cota de amigos. O Chico esteve comigo em bons e maus momentos desde 2004, quando tive o prazer de conhecê-lo de perto. A admiração foi mútua. Mas as reciprocidades ficaram por aí, pelo meio do caminho, quando amigos trilham rumos diversos, dentro de suas escolhas e convicções. O Chico fez as dele; eu continuei com as minhas.

O colega Fred Fagundes também é meu amigo, desses que a gente nutre meio a distância, amando seu jeito de ser como que um pouquinho de inveja. Ah, quantas vezes eu quis ser Fred Fagundes na vida! O seu humor desde o Jacaré Banguela me alegra e desperta. O Fred ri para dentro. Gosto de quem tem este dom de ri dos outros sem que os outros se dêem conta.

Pois agora descubro que o amigo Chico está processando o amigo Fred e isto me deixou triste. Penso que o Chico está indo na onda de algum assessor ou familiar mal humorado ou perdeu de vez ele o humor. Só pode. Humor, aliás, ferramenta do Fred para contestar e criticar coisas deste mundo, o qual parte dele, caro Francisco Bello Galindo Filho, você governa: a nossa caliente Cuiabá.

Fiquei sabendo que o Chico colocou a Polícia Federal atrás do Fred Fagundes. Logo o Fred, aquele carinha franzino, com seu ar de intelectual manjado (mais invejas) e de sedutor incontido? Deve ser porque o Fred é um baixinho corajoso. Polícia não gosta de caras desse tipo. O Chico também não gosta de caras como o Fred. Mas eu gosto. Gosto mais de caras como o Fred Fagundes do que da falta de humor do Chico.

O Chico é um neófito (só para usar um chavãozinho básico) na política. Chegou tarde, meio que de carona, e não sabe muito das coisas. Não entende muito esse negócio de administração pública. O negócio do Chico é outro. Mas, enfim, ele chegou lá na prefeitura de Cuiabá e, como bom amigo, torci por ele. Infelizmente venho constatando nos últimos meses que o Chico não é do ramo. Não quero chamá-lo de incompetente, por favor! “Não é do ramo” tá de bom tamanho.

Mas a mesma complacência que eu, João Batista da Silva Negrão, tenho agora, os 551 mil cuiabanos (300 mil para mais ou para menos) não tem. Afinal eu não moro mais aí faz um ano e cinco meses. Portanto, não sou obrigado a sofrer com a falta de água, com a buraqueira, com o caos no trânsito e com a falta total de qualidade de vida crônica na cidade administrada pelo Chico Galindo.

Da última vez que encontrei Chico aqui o indaguei sobre os problemas que ouvia e lia. O Chico, e um de seus auxiliares que o acompanhava, tentaram me convencer do contrário. Se fosse acreditar pensaria ser Cuiabá um paraíso e não o inferno em que está se transformado.

O Chico é um cara simples e às vezes simplista. Por isto eu fico aqui pensando que ele não entendeu o que fez o Fred e nem deve saber direito quem é o Fred. Se soubesse entenderia que humor não é falsidade ideológica. O Fred Fagundes fez a mesma coisa que o outro Fred, o querido cartunista pai do Super Peru, faz: caricatura. E caricatura é humor, Chico.

É óbvio que ninguém deve sentir nenhum prazer em ser transformado numa caricatura, em ver sua administração ser vista como uma caricatura. Mas paciência, Chico! Estamos num mundo democrático. E você é o responsável por isto tudo, quer queira ou não. Não quer ser criticado? Então faça a coisa corretamente.

Se eu fosse o Chico Galindo miraria no exemplo do economista e ex-deputado Delfim Netto. Como se sabe, Delfim foi um dos mais assíduos colaboradores da ditadura militar de 1964, sendo ministro da Fazenda no chamado “anos de chumbo”, entre 1967 e 1974. Depois foi ministro da Agricultura e do Planejamento até acabar o regime.

Contudo foi como ministro da Fazenda, durante o período de maior repressão política, que Delfim Netto se tornou alvo preferido dos humoristas que o criticavam sem dó. Aliás, era por meio das charges, caricaturas e outras formas de humor que mais se criticavam o regime. Mas Delfim nem por isso acionava o SNI, nem o DOI-CODI, ou o CCC, ou a Operação Bandeirantes, para reprimir os humoristas. Ao contrário!

Sabe o que o Delfim Netto fazia, Chico Galindo? Colecionava as tiras publicadas em jornais e revistas e se divertia com as críticas. Inteligente e perspicaz, Delfim entendia as críticas via humor como um termômetro das ruas.

Talvez você precise um pouco mais de humor e desconfiômetro para enxergar no Fred um crítico honesto e que seu texto reflete um pouco o clamor das ruas, sem a falsidade dos muitos que o cercam, Chico. Talvez se você, meu prezado Chico, olhasse para fora das cercanias do seu efêmero poder, longe de assessores incompetentes e bajuladores de plantão, veria que a nossa Cuiabá está triste, está descuidada e precisa voltar a sorrir.

Eleição na UFMT

É hora de a instituição ser interlocutora no debate de grandes temas

Ontem, pela manhã, tive uma longa conversa, em minha casa, com o professor Ednaldo Castro, um dos três candidatos a reitor da Universidade Federal de Mato Grosso, disputando com a
atual reitora, Maria Lúcia Cavalle, e com o exreitor Fernando Nogueira.

O que era pra ser uma conversa informal sobre a percepção da sociedade mato-grossense em relação à Universidade Federal, acabou tornando-se uma conversa mais filosófica sobre a importância da UFMT, no contexto atual e futuro do estado.

Para o professor Ednaldo, esse papel seria mais humanista, o que equivaleria a dizer que é preciso direcionar e preparar a universidade para uma interlocução mais direta com a sociedade nas suas várias vertentes: social, econômica, política e ambiental.

De fato, a universidade tem se mantido muito restrita ao seu campo interno e de costas para a sociedade, ainda que possua em seus quadros mais de 800 doutores e mais de 300 mestres.

É um quadro invejável de professores capazes de construírem uma forte interlocução com a sociedade de Mato Grosso, principalmente no momento atual e no futuro próximo, quando a região Centro- Oeste, e nela Mato Grosso, terão um papel de profundo destaque nas áreas de produção e transformação de alimentos, de redimensionamento da percepção ambiental que os setores produtivos já estão construindo, estimulados pelas urgências do mercado, mas sem a ciência necessária.

Há ainda a pecuária, o vastíssimo setor de base florestal, a produção de energia, o turismo e uma estimativa de ampla diversidade na logística deficiente de hoje. Tudo isso exige ciência e construção de um conhecimento para o uso pragmático da sociedade e da economia.

Documento entregue à candidata Dilma Rousseff em 2010, pouco antes da eleição, pelas instituições do agronegócio brasileiro mostram que nos próximos dez anos, metade da comida mundial será produzida no Brasil.

Estima-se que disso, 60% venham do Centro-Oeste e desse percentual, 50% venham de Mato Grosso. Isso equivale a uma revolução que pede ciência e conhecimentos vastíssimos. Papel da UFMT e de outras instituições de pesquisa, muito além da graduação usual.

O professor Ednaldo acha que existe uma posição muito reativa da universidade em relação a tudo o que acontece aqui fora. Claro que houve tempo de desmandos ambientais, sociais etc.

Mas, o cenário mudou e a posição reativa deve se transformar em parceria de interlocução. Isso significa interagir com a economia, com as expectativas da sociedade.

Num momento em que a Embrapa implanta em Sinop as sua mais revolucionária unidade, de agricultura de baixo impacto de carbono, ea economia mostra Mato Grosso em 4ª, posição nacional, superando estados como Rio Grande do Sul, Paraná e Pará, nas exportações, estamos diante do equivalente a um país forte, se fosse independente.

Mas as suas instituições, de modo geral, não são representativas o suficiente para esse cenário que aponta uma economia sustentável em pleno crescimento e consciência, especialmente nos próximos quatro anos face aos cenários nacionais e mundiais.

De outro lado, as instituições políticas vivem um grande drama de pouca representativa e de credibilidade abalada. É um momento para a Universidade Federal entrar no cenário como um interlocutor na discussão dos grandes temas e um agente capaz de apontar direções com ciência, com filosofia e como resposta a tantos desafios.

Confesso que saí da conversa com o professor Ednaldo muito mais animado com o resultado das eleições de hoje na UFMT.

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.
onofreribeiro@terra.com.br

terça-feira, 17 de abril de 2012

Voto de confiança


Autor: Gilmar Antonio Lisboa
A decisão da Câmara de Vereadores de Várzea Grande de aprovar, na noite da última segunda-feira (12), projeto do Executivo para refinanciamento da dívida previdenciária (com INSS e Previvag) do município, que atinge hoje o teto de R$ 15 milhões e levou a cidade a ter vetados repasses constitucionais oriundos das esferas estadual e federal, não significou apenas o retorno do município à lista das cidades brasileiras com o direito de retomar esses benefícios.

O gesto dos vereadores, na verdade, foi entendido como um grande voto de confiança dado pela Câmara ao prefeito Tião da Zaeli (PSD), às voltas, desde que assumiu o município, há cerca de sete meses, com um caixa cada vez mais vazio e, por conta disso, envolto em um rosário de problemas de toda ordem que afetam a sua administração.

Com a decisão de “estender a mão” ao prefeito, os vereadores - com exceção do presidente da Casa, Maninho de Barros (PSD), que não participou da votação por conta supostamente de atritos que vem tendo com Zaeli -, deram uma mostra de maturidade e nobreza.

Mais do que isso, também mostraram seu lado cidadão, humano, de preocupação com os rumos distorcidos que a economia e a questão social locais, principalmente, tomaram nos últimos anos, por conta de gestões frágeis e pouco transparentes levadas a cabo pelos últimos administradores da cidade.

Mesmo que grande parte dos vereadores integre a base aliada de Zaeli no Legislativo, não seria de se estranhar se, insuflados por esse ou aquele desejo fisiológico ou por questões meramente administrativas, alguns desses vereadores viessem barrar o desejo de Zaeli de ver refinanciadas as dívidas previdenciárias, que se arrastam há pelo menos oito anos sem uma solução prática.

Com o discurso e os propósitos afinados com Zaeli, pelo menos nesta seara, se faz mais do que necessário agora que os vereadores continuem ao lado do prefeito na defesa de outras questões de ordem administrativa, desde que essas iniciativas contemplem ações que auxiliem Várzea Grande a sair do “buraco negro” em que esteve dormitando nos últimos anos, o que propiciou a quase falência de setores que nunca deveriam ter sido relegados ao abandono pelas últimas gestões.

Zaeli, por sua vez, tem em suas mãos a oportunidade de se firmar como um gestor público preocupado com as causas sociais e não apenas com os degraus a mais que possa alcançar na vida pública, daqui para frente. Agindo dessa forma, o prefeito tem reais chances de jogar por terra a desconfiança que grande parte da população - incluído aí alguns vereadores - ainda nutre acerca de sua administração e de suas reais intenções à frente da prefeitura do município.


Gilmar Antonio Lisboa é jornalista em Várzea Grande e editor-chefe do blog “Política & Cia” (www.gilmar-lisboa.blogspot.com) e do semanário Gazeta da Cidade, que circula no município.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Temos muito o que consertar

Na proteção ambiental, tudo deve ser feito de maneira autossustentável

Muitas coisas deveriam ser objeto de modificações em nível nacional, mas na verdade diversas delas são silenciadas pelo temor da resposta contundente e apaixonada. Mas, é indispensável
na trajetória da nação ter coragem e alertar para correções indispensáveis.

Assim vejamos: sem dúvida que a campanha do desarmamento produziu seus frutos. O objetivo era impedir o marginal do acesso a um arsenal de armas se não dificultar sua simples aquisição individual. Mas, e como ficou o cidadão comum?

O marginal, apesar da campanha, continua armado como se vê nos assaltos habituais e nos morros do RJ, porta fuzil, metralhadora, granada e até lançadores de foguete e o primeiro, totalmente indefeso e com uma burocracia elevada ocasionando dificuldade expressiva tanto para se registrar uma arma como para se obter seu porte. Dirão alguns, mas se houver facilitação a campanha perderá seu objetivo! Se abrirá uma porta para a proliferação do armamento!

Entendo que tal justificativa não pode ser aceita. Especificando, para me centrar no proprietário rural como exemplo. Ele com medo da punição não tem uma arma para se defender do
ataque de animais, víboras ou mesmo assaltantes como sucede no nosso interior, tanto na defesa da sua propriedade como da sua vida e se possui a arma a esconde com medo de
ser enquadrado penalmente por porte ilícito.

Vejamos o caso atual, em ocorrência, em Bragança Paulista, S.P. Por circunstâncias ainda não esclarecidas houve uma proliferação desmedida de javalis na região os quais estão destruindo as colheitas de milho e ocasionando prejuízos de monta aos plantadores.

A questão já ultrapassou os limites regionais passando a outros municípios. Os proprietários solicitaram providências ao sindicato rural. Adquiriram cachorros especializados na Argentina para a caça. Foram autorizados a caçar, mas não a utilizar armas embora se trate de animal de manifesta periculosidade sob pena de enquadramento em contravenção penal.

O caso não é jocoso? Caçar javalis de que forma? com estilingue é impensável ! Não se trata de hipótese de rir, mas sim de chorar pela deficiência da nossa legislação a qual acabou desamparando o trabalhador honesto e acabou favorecendo o marginal.

Na verdade, desarmou-se o cidadão e facilitou a vida do marginal. Será que nenhum político de nomeada refletirá sobre a questão e procurará consertar a deficiência da lei a qual ocasiona tantos percalços ao usuário.

Vamos ao nosso Pantanal. De uma beleza e exuberância ímpar. Sem dúvida, uma das maravilhas do mundo e patrimônio da humanidade. Mas, quem não sabe da expansão desmedida dos jacarés. Quem não sabe estarem eles por força de seu expressivo número ocasionando uma diminuição sensível no cardume dos peixes.

Mas, qual é a voz corajosa que se levantará para pedir ao menos um estudo e medidas dos ecologistas, de forma, que suas vozes façam por impor aos governantes providências a fim de
possibilitar o equilíbrio da fauna. Ou vamos esperar a extinção dos cardumes com o turista passando a pescar na Argentina como já está sucedendo e deixando de conhecer o pantanal! O que seria do Pantanal sem seus peixes?

Vamos às nossas leis de trânsito. Foram atualizadas e endurecidas e havia necessidade dessa circunstância. Na oportunidade da sua sanção o legislador estava sensibilizado com os desastres ocorridos com caminhões transportando na sua carroceria peregrinos em visitas ao Santuário de Aparecida do Norte.

Mas, há uma diferença substancial entre estes transportes temerários apinhados de passageiros com as caronas sucedidas no meio rural. Aeconomia e a escassez do transporte reclamam essas caronas nas carroçarias e de igual forma estão proibidas.

Não seria caso de se enfrentar o problema e corrigir o equívoco legislando racionalmente. Nem tudo que é bom para as Capitais dos Estados são de boa serventia para o interior do Brasil.

Ainda: a lei exige sob pena de multa por improdutividade o investimento nas áreas rurais incluso nas da Amazônia Legal sob pena do aumento do ITR. Mas, ao se investir incide-se nas
penalidades do desmatamento.

Há uma contradição frontal, que urge ser corrigida e adaptada a uma justa lógica. Pois, em contrário, diríamos, “se correr o bicho pega e se parar o bicho come”.

Fala-se na proteção ambiental. Mas, tudo deve ser feito de forma autossustentável, sem exageros, sem radicalismos, de forma racional, possibilitando o progresso auto sustentável.

Sem dúvida, é indispensável e maravilhoso proteger a fauna, a flora, os recursos naturais e especialmente o índio e sua cultura! Mas, deve-se também pensar na produtividade, na compatibilidade entre o progresso e as necessidades básicas alimentares do ser humano com a população tanto do Brasil como do mundo crescendo assustadoramente.

Não é crível a destruição maciça das matas, mas não se pode também outorgar a pouco mais de duas ou três centenas de silvícolas áreas superiores à superfície de países como a Bélgica.

Vamos refletir e esperar que nossos representantes no Congresso Nacional enfrentem estas questões com sensibilidade, prudência e bom senso sem olvidar da galhardia, pois, para isso foram eleitos.

LICÍNIO CARPINELLI STEFANI é desembargador aposentado e advogado em Cuiabá.
liciniocarpinelli@cfadvocacia.com.br

As armas letais lícitas

De livre aquisição ou uso, elas matam mais que armas de uso restrito

O homem inventou a roda para da mais comodidade e presteza no seu dia a dia na sua lida diária, uma das mais importantes invenções do homem, após a descoberta do fogo. A evolução tecnológica não teria chegado ao avanço que hoje se encontra senão por conta da existência da roda.

A sociedade contemporânea tecnológica, transformada pela revolução da informação, utiliza esse artefato “a roda” como meio de transporte de massa ou individual, o segundo em maior escala. Equiparam sobre rodas potentes motores de alta rotação com as mais novas criações tecnológicas, para dar celeridade e presteza em suas locomoções diárias. Essas rodas, com seus motores que representam status e poder, também representam mais uma ameaça a essa mesma sociedade, uma ameaça de morte.

Essas rodas equipadas e velozes, que chamamos de automóveis e motocicletas, são na verdade armar letais e lícitas, que compramos por livre escolha e adquirimos licença para usá-las como bem entendermos de acordo com nossas consciências. Nossos filhos quando alcançam a maioridade, logo ajudamos a adquirir uma licença para dirigir, ajudamos ou compramos uma dessas armas potentes de última geração e, damos de presente a eles, para a ostentação de poder e posse, típica do gênero humano.

O Estado incentiva a industrialização, comercialização com redução ou isenção de impostos, para incentivar o consumo interno no país. Facilita importação e montagem de indústria automotiva estrangeira através de programas econômicos, tudo pensando na melhoria da economia, consequentemente no crescimento do PIB – Produto Interno Bruto – do país.

As armas lícitas de livre aquisição ou uso matam mais que as armas tradicionais de uso restrito, de porte ou clandestinas que entram no país através do contrabando. Os dados do Ministério da Saúde (MS) mostram que mais de 60 % (sessenta por cento) dos atendimentos das emergências dos prontos socorros na área de traumatologia são provenientes dos acidentes de automóvel ou motocicletas, essa última tem quase 80 % (oitenta por cento) dos traumas ocorridos.

O custo gerado para o SUS de uma pessoa que sofre um acidente de trânsito com trauma e necessita de UTI chega a média de 300 mil reais por paciente, recurso que poderia se aplicado na atenção básica de saúde.

Os óbitos registrados por acidente de trânsito superam as baixas das guerras do Golfo Pérsico e do Vietnã. Esses são apenas por acidentes, precisamos contabilizar os danos diretos e indiretos a saúde humana causados pela queima dos combustíveis fósseis, os passivos ambientais e as construções e ocupações de espaços públicos para utilização e guarda dessas “armas” automotivas, que fascinam o consumo dos humanos. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, dois milhões de pessoas morrem por ano vítimas de doenças respiratórias adquirida do ambiente.

Acreditamos que essa sociedade tecnológica e de informação necessita rever seus hábitos de uso e consumo dos novos produtos oferecidos no mercado, mais do que isso, criar um conceito de valor para um bem estar saudável sobre produtos e bens de uso e consumo diários, como o meio de locomoção de pessoas. Também será imprescindível uma nova orientação pedagógica com conscientização para os nossos filhos e netos, no uso racional dos produtos disponíveis no mercado de consumo, principalmente as armas de uso livre (carros e motos).

O Estado como regulador dos bens e serviços de uso público tem a responsabilidade e a obrigação de oferecer a toda a população alternativas mais seguras e eficientes, como transporte público de qualidade e célere que atenda as necessidades de todos, indistintamente sem rótulos de classe social. Precisa haver uma outra conscientização, que transporte publico de massa não é de exclusividade das classes C e D.

As políticas públicas dirigidas para o atendimento no trânsito estão focadas na cobrança de impostos, aplicação de multas e pavimentação das vias, deixando de investir no cuidado com a pessoa, na proteção da saúde e da vida humana (que é o que realmente merece importa!).

ZELANDES SANTIAGO SANTOS é sociólogo, especialista em Gestão em Saúde pela UAB/UFMT.