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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Foto: Mary Juruna O vereador e presidente da Câmara Municipal, Júlio Pinheiro (PTB) negou que tenha agredido sua esposa Gisela Carolina Lacerda Pinheiro, na madrugada da última sexta (6). Pinheiro afirmou que houve apenas um desentendimento entre ele e a mulher, mas que de forma alguma, teria agredido-a.
A afirmação foi feita no final da manhã desta segunda (9), durante entrevista coletiva concedida a imprensa. Cercado por alguns vereadores, o petebista confirmou que na madrugada de sexta chegou em casa alterado, após ter misturado bebida alcoólica com remédios.
Pinheiro revelou que devido ao stress do dia-a-dia, pressão alta, diabetes, entre outros problemas de saúde, chega a tomar dez comprimidos de remédio diariamente.

O parlamentar explica que no dia do ocorrido ele saiu e ficou na rua até madrugada, ‘comemorando’ a aprovação do reajuste salarial para os servidores da Prefeitura. Na ocasião, ele ingeriu bebida alcoólica, sendo que segundo Pinheiro, a mistura do álcool com remédios teria provocado alterações em seu estado emocional.

Foto: Mary Juruna O vereador afirma que ao chegar em casa, sua esposa não o deixou entrar. Ele nega que tenha atirado pedra em sua residência o partido para cima da esposa com um garfo de churrasco, como foi noticiado na imprensa.

Ainda segundo ele, alguns vizinhos ao presenciarem a discussão verbal, teriam acionado a Polícia. O parlamentar e a esposa foram até o Cisc Planalto, onde prestaram depoimento e foram liberados. Gisela registrou Boletim de Ocorrência pelo crime de ameaça e não quis enquadrá-lo na Lei Maria da Penha, o que segundo ele seria uma prova que não houve agressão.

"Sei que foi um erro misturar remédios com a bebida alcoólica. Eu só queria entrar em casa e minha esposa não permitiu. Em nenhum momento, ameacei minha mulher e tampouco corri atrás dela com um garfo", disse Pinheiro.

No entanto, o parlamentar confessou que outras vezes já teve desentendimentos com a mulher, devido a ingestão de bebida alcoólica. “Este fato só serviu para me mostrar que eu tenho que retomar meu tratamento contar o álcool”, avaliou.

Punição

O vereador disse que espera que a Comissão de Constituição e Justiça do Legislativo elabore um parecer sobre o caso. “Eu mesmo vou acionar a CCJ e ela é quem irá dizer se cabe algum tipo de punição diante da minha atitude”, assegurou.

Em caso de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para averiguar se houve quebra de decoro parlamentar, o vereador alegou estar disposto a enfrentar a situação.


Camila Ribeiro – especial para o Circuito Mato Grosso

Foto: Mary Juruna

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