Advogado da Igreja Universal teve acesso ao documento antes do próprio juiz
LA/MidiaNews/Arquivo
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Igreja Universal teve acesso a processo antes de juiz, segundo o promotor Célio Wilson
KATIANA PEREIRA
DA REDAÇÃO
DA REDAÇÃO
O promotor de Justiça Célio Wilson de Oliveira informou, em entrevista ao MidiaNews, nesta quarta-feira (18), que suspeita de favorecimento por parte de servidores do Poder Judiciário ao advogado que representa a Igreja Universal do Reino de Deus, investigada no caso cobrança de dízimo dentro do Centro de Ressocialização de Cuiabá, a antiga Cadeia Pública do Carumbé, no bairro do mesmo nome, em Cuiabá.
O promotor disse que entregou o processo, em mãos, para um servidor (nome não revelado) do Judiciário. Os documentos estavam guardados dentro de um envelope, que estava lacrado e com o aviso de "confidencial", por correr em segredo de Justiça.
Acontece que, mesmo assim, o advogado que representa a Universal teve acesso ao processo, antes mesmo do juiz da Segunda Vara de Execução Penal.
“Cerca de uma hora depois de entregar o processo ao servidor, eu fui ao Fórum e descobri que o advogado da Igreja Universal estava com o processo em mãos. Antes mesmo de o juiz ter lido o conteúdo. Diante disso, tivemos que antecipar as ações para que não perdêssemos provas. Mesmo com uma visível situação de facilitação, conseguimos recolher cadernos de anotação que comprovam as cobranças de dízimo aos presos”, disse o promotor.
Oliveira explicou que o fato está sendo apurado e se, comprovada a facilitação servidores, eles podem ser denunciados corrupção passiva. Caso haja condenação, a pena é de dois a cinco anos de reclusão.
Outro lado
A Corregedoria Geral da Justiça, por meio de assessoria, disse ao MidiaNews que o advogado pode ter acesso ao processo porque o mesmo não estava discriminado que devia correr em segredo de Justiça.
A assessoria informou que o processo foi entregue em um envelope lacrado, com inscrições que de era confidencial. Porém, o representante do Ministério Público não discriminou formalmente que era confidencial.
Dízimo na cadeia
O Ministério Publico Estadual (MPE) desarticulou um sistema de extorsão promovido por membros de igrejas evangélicas, dentro do Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC).
A operação foi em cumprimento a mandados de busca e apreensão, expedido pela 2ª Vara de Execução Penal da Capital.
A ação foi motivada por várias denúncias de presos e de parentes, sobre a cobrança de dízimo.
O promotor disse que entregou o processo, em mãos, para um servidor (nome não revelado) do Judiciário. Os documentos estavam guardados dentro de um envelope, que estava lacrado e com o aviso de "confidencial", por correr em segredo de Justiça.
Acontece que, mesmo assim, o advogado que representa a Universal teve acesso ao processo, antes mesmo do juiz da Segunda Vara de Execução Penal.
“Cerca de uma hora depois de entregar o processo ao servidor, eu fui ao Fórum e descobri que o advogado da Igreja Universal estava com o processo em mãos. Antes mesmo de o juiz ter lido o conteúdo. Diante disso, tivemos que antecipar as ações para que não perdêssemos provas. Mesmo com uma visível situação de facilitação, conseguimos recolher cadernos de anotação que comprovam as cobranças de dízimo aos presos”, disse o promotor.
Oliveira explicou que o fato está sendo apurado e se, comprovada a facilitação servidores, eles podem ser denunciados corrupção passiva. Caso haja condenação, a pena é de dois a cinco anos de reclusão.
Outro lado
A Corregedoria Geral da Justiça, por meio de assessoria, disse ao MidiaNews que o advogado pode ter acesso ao processo porque o mesmo não estava discriminado que devia correr em segredo de Justiça.
A assessoria informou que o processo foi entregue em um envelope lacrado, com inscrições que de era confidencial. Porém, o representante do Ministério Público não discriminou formalmente que era confidencial.
Dízimo na cadeia
O Ministério Publico Estadual (MPE) desarticulou um sistema de extorsão promovido por membros de igrejas evangélicas, dentro do Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC).
A operação foi em cumprimento a mandados de busca e apreensão, expedido pela 2ª Vara de Execução Penal da Capital.
A ação foi motivada por várias denúncias de presos e de parentes, sobre a cobrança de dízimo.
Os denunciantes relatam que os presos que não contribuíam com as igrejas sofriam agressões, eram punidos com transferência para outras alas e até perdiam o direito de dormir em camas.
O promotor aponta que as denúncias pesam contra três igrejas evangélicas: Universal do Reino de Deus, Assembleia de Deus e Deus é Amor. Ele informou que foram encontrados, aproximadamente, R$ 1,5 mil, com um representante da Igreja Universal. Por mês, a renda de cada igreja, dentro do presídio, é de R$ 15 mil.
No material recolhido pelos investigadores estão boletos bancários com o nome da igreja, dinheiro, além de um extrato bancário em nome de um preso e o saldo de pouco mais de R$ 43 mil.
A operação teve a participação de 50 policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da Ronda Tática Ostensiva Móvel (Rotam), além do Ministério Público (MP) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
O Centro de Ressocialização de Cuiabá tem capacidade para abrigar 392 reeducandos, mas possui cerca de 1,1 mil, atualmente.
O promotor aponta que as denúncias pesam contra três igrejas evangélicas: Universal do Reino de Deus, Assembleia de Deus e Deus é Amor. Ele informou que foram encontrados, aproximadamente, R$ 1,5 mil, com um representante da Igreja Universal. Por mês, a renda de cada igreja, dentro do presídio, é de R$ 15 mil.
No material recolhido pelos investigadores estão boletos bancários com o nome da igreja, dinheiro, além de um extrato bancário em nome de um preso e o saldo de pouco mais de R$ 43 mil.
A operação teve a participação de 50 policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da Ronda Tática Ostensiva Móvel (Rotam), além do Ministério Público (MP) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
O Centro de Ressocialização de Cuiabá tem capacidade para abrigar 392 reeducandos, mas possui cerca de 1,1 mil, atualmente.
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