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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Eder Moraes diz que recebeu ameaças de morte e quer proteção

Eder Moraes diz que recebeu ameaças de morte e quer proteção

 No epicentro de uma crise política que pode abalar as estruturas do Palácio Paiaguás, o secretário Eder Moraes (Secopa) afirmou que recebeu duas ameaças de morte nesta terça-feira (17) e que irá pedir, hoje, proteção policial ao Estado.


“Estou temeroso quanto à segurança de minha família. Recebi dois ‘recados’, pessoalmente, para eu fechar a boca. Me ameaçaram. Quero proteção policial para mim e minha família 24 horas por dia. Se algo acontecer à minha família, a partir de agora, será responsabilidade total será do Estado. Minha segurança, agora, é problema do Estado de Mato Grosso”, afirmou.


Ele disse que irá protocolar nesta manhã um documento na Secretaria de Estado de Segurança Pública formalizando a solicitação.


As ameaças, segundo Eder, ocorreram ontem, no final da tarde e no início da noite. “Saindo da Secopa, no final da tarde de ontem, uma pessoa se aproximou de mim, sem se identificar, e disse: ‘Secretário, tenha calma, o senhor está falando muito e vai correr risco de vida, tenha calma’”, relatou.


Ao chegar ao condomínio onde mora, Eder disse que recebeu outro “recado”.


“Na entrada, tinha uma pessoa parada, em cima de uma moto. O homem fez sinal com a mão e, como tem segurança no local, eu abaixei o vidro do carro. Novamente, recebi outra ameaça. O cara falou: ‘Secretário, eu só vim aqui porque gosto muito do senhor e o senhor está correndo risco de vida. Sem se identificar, ele subiu em uma moto e foi embora”, disse.


Para Eder, pela maneira na qual foram feitas as ameaças veladas, pode se tratar de profissionais. “Não ligaram em meu celular, nem em meu telefone na Secopa... Tiveram o cuidado de dar o recado pessoalmente para não deixar rastro”, disse.


“Não tenho dúvidas de que se trata de ameaça e é dever do estado me dar proteção; é problema do Estado a partir de agora”.


O secretário disse que já recebera diversas ameaças ao longos dos último anos. “Nunca acreditei que elas pudessem ser concretizadas. Mas agora, com a ameaça de colocar o sistema político abaixo, a coisa parece ser pra valer”, disse.

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