Glaucia Colognesi
As alegações do reitor foram feitas em repercussão ao protesto dos estudantes do campus de Sinop realizado no último fim de semana. Com muito barulho eles reivindicaram o pagamento das bolsas, a realização de concurso público para professores e readequação do espaço físico da universidade.
Ao responder as acusações do reitor da Unemat, Valente jogou a bomba para o secretário de Ciências e Tecnologia, Adriano Breunig. "O reitor Adriano está dando informação equivocada, na verdade as bolsas que estão atrasadas são aquelas concedidas diretamente pela Secitec. A pasta está sem orçamento e por isso não fez os repasses", ressaltou.
Segundo João Valente, dentre as diversas variedades de bolsas de estudo e pesquisa, a Fapemat oferece 871 auxílios financeiros para alunos de três instituições de ensino, UFMT, Unemat e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT), antiga escola técnica. A entidade desembolsa, em média, R$500 mil mensais.
A Fapemat firma convênio com as universidades e estas selecionam os graduandos que são contemplados com benefício. O dinheiro é depositado diretamente na conta bancária do universitário-pesquisador. O valor e a quantidade da pensão são definidos pelo Conselho Curador da Fapemat, formada por 20 membros que representam as instituições parceiras.
Valente também refutou as informações repassadas por funcionários da UFMT, que preferem não se identificar, de que a Fapemat estaria demorando para renovar convênios com a universidade. "Quem diz isso tem que mostrar qual convênio é, mostrar o número de registro. Se há convênio vencido, isso foge do meu controle, porque dois meses antes do vencimento a instituição tem que solicitar a renovação, caso entenda necessário a continuidade do projeto", ponderou.
Outro lado
Por meio da assessoria de imprensa, a Secitec afirmou não fazer nenhum pagamento de bolsas universitárias diretamente aos estudantes. Segundo a pasta, as cerca de 100 bolsas de iniciação científica que financia são referentes a dois termos de cooperação com a Fapemat, no valor de R$ 270 mil cada. A Secitec garantiu não haver atraso nos repasses à fundação, responsável por direcionar os valores aos estudantes.
A secretaria alegou ainda que os termos de cooperação têm vigência entre dezembro de 2011 e dezembro de 2012, não correspondendo, portanto, ao período de reclamações dos graduandos, que afirmam que as bolsas estão atrasadas há sete meses.
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