Depois de perder o prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli, para o PSD e com o afastamento de Murilo Domingos do comando do segundo maior município do Estado, o PR já avalia a possibilidade de precisar abrir mão da candidatura própria e buscar a formação de uma aliança. Entre os cotados, segundo o secretário-geral da legenda, deputado estadual Emanuel Pinheiro, estão o PMDB e o próprio PSD. “Semana que vem vamos ter uma reunião com o presidente do partido para começar a definir essas coisas”, adiantou.
Emanuel ainda não descarta por completo o lançamento de um nome próprio do partido, mas pondera ser necessário avaliar se ainda há tempo para viabilizar a eleição. Apesar das convenções em que os candidatos serão oficialmente definidos só estarem previstas para ocorrer em junho, a maior parte das agremiações já tem pré-candidatos definidos.
O PR ficou sem um nome em Várzea Grande depois que Tião, então ocupando o cargo de vice, resolveu se desfiliar devido constantes desentendimentos com Murilo. O primeiro-secretário da legenda classificou a situação como atípica, mas garante que o partido possui uma chapa forte de candidatos ao cargo de vereador.
Em 2008 o partido conseguiu eleger quatro parlamentares na Cidade Industrial, mas deve terminar o mandato com menos representantes. Wilton Coelho, por exemplo, deixou o Legislativo para assumir a Secretaria Municipal de Governo. Seu suplente, Charles Caetano Rosa, por sua vez, acabou pedindo afastamento após conseguir ser reintegrado ao quadro de defensores públicos do Estado. Além deles, Antônio Cardoso deixou o PR para se filiar ao PSD. Continuam representando o partido Wanderley Cerqueira e Domingos Sávio Pedroso de Barros.
Outro município que deve precisar de um esforço maior por parte de Emanuel é Tangará da Serra, onde o partido perdeu o prefeito Júlio Cezar Ladeia e o vereador Genilson Kezomae, ambos cassados em setembro do ano passado sob a acusação de envolvimento em irregularidades na contratação da Oscip Idheas para gerenciamento do setor da Saúde. Outro nome do partido que perdeu o cargo foi Paulo Porfírio (PR), ex-secretário de Obras durante a gestão do prefeito republicano.
A “missão” mais complicada para Emanuel, no entanto, promete ser convencer o deputado estadual Sérgio Ricardo a disputar a prefeitura de Cuiabá. Enquanto Sérgio vem evitando tocar no assunto e já comenta com lideranças de outros partidos que não será o candidato do PR, Emanuel insiste em seu nome. “Para nós ele nunca disse isso. Que ele negue para a imprensa, eu entendo e acho até oportuno. Ele tem grande apelo com a sociedade, principalmente entre as classes mais humildes, e está no ponto certo para esta disputa”, avaliou o primeiro-secretário.
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