ANA ADÉLIA JÁCOMO diario de Cuiabá
Da Reportagem
A reportagem do Diário procurou ontem a direção dos maiores bancos para saber como eles veem o “boicote” aos caixas-eletrônicos por parte dos empresários do comércio e também sobre as críticas feitas em relação à vigilância aos locais onde o serviço é oferecido.
Apenas a assessoria de comunicação do Banco do Brasil respondeu por email que os problemas em relação à vigilância precisam ser sanados pelos órgãos de segurança pública e que a empresa cumpre todas as normas constitucionais de proteção em agências e outros estabelecimentos.
Sobre os constantes assaltos, a representante do banco disse que a responsabilidade de coibir a prática também é da Polícia Militar e que é normal os empresários rejeitarem os caixas eletrônicos, uma vez que a sensação de insegurança tem prevalecido.
O banco nega que precise investir em mais segurança nos terminais e diz que não há qualquer obrigação à empresa de prestar esse tipo um serviço de vigilância, por exemplo.
“Todos os itens disponíveis para garantir a operacionalidade das máquinas estão certos, o que não existe é porque não é obrigação nossa”, pronunciou a assessoria.
Apenas nas primeiras duas semanas de 2012 foram pelo menos dez ataques a bancos ou detonações de caixas-eletrônicos em Mato Grosso.
No último dia 9, em Confresa, uma quadrilha fortemente armada invadiu duas agências, uma do Banco do Brasil e outra do Sidicredi, em plena luz do dia. Eles roubaram o dinheiro das duas agências, fizeram reféns e conseguiram fugir.
No último dia 13, uma quadrilha tentou explodir o caixa-eletrônico do Bradesco na Rodoviária de Várzea Grande. Como não conseguiram, fizeram um arrastão e assaltaram pelo menos uma dezena de pessoas que estavam no saguão, além de funcionários de empresas de ônibus.
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