Patrícia Sanches
O segundo suplente de deputado federal Nery Geller (PP) garante não ter nada contra o ex-colega de partido Roberto Dorner (PSD), que corre o risco de perder a chance de legislar na cadeira de Pedro Henry (PP), secretário estadual de Saúde, por ser enquadrado na Lei de Fidelidade Partidária. Conforme Geller, ele ingressou com o recurso no STF devido um pedido da Executiva Nacional, que não quer perder mais uma cadeira na Câmara Federal. “Eles entendem que já perderam a vaga de Eliene Lima (PSD), que é legítimo, mas que devemos ficar com a de Pedro Henry”, pondera o parlamentar. As afirmações são uma resposta às críticas feitas por Dorner, que se mostra inconformado com a ação.
Ele afirma ainda não ser “apegado” ao cargo e ter consciência que é suplente, mas lembra que a manutenção da cadeira é muito importante para o PP, já que assegura, não apenas mais força no Congresso, como também mais tempo nos programas eleitorais, que são uma das principais estratégias para cooptar votos e eleger prefeitos e vereadores no próximo pleito.
A tendência é que o mandado de segurança seja julgado a qualquer momento e Geller se mostra otimista quanto ao resultado. O progressista argumenta que a legislação só prevê a manutenção do mandato dos eleitos que migrarem para um partido novo e não para os suplentes. “Neste caso, a vaga é do partido”, pontua. Nesta segunda (17), inclusive, o juiz da comarca de Peixoto do Azevedo, Tiago Souza Nogueira, impediu 3 suplentes, que deixaram o PP e migraram para o PSD, de assumirem a cadeira deixada por uma progressista.
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