Valérya Próspero
O procurador-geral do município, Fernando Biral, diz ainda não saber quais serão as próximas medidas a serem tomadas pelo prefeito, que pode desistir de realizar certame ou abrir novamente o processo. O secretário de Comunicação, Mauro Cid, por sua vez, afirma que Galindo já está revendo a questão e deve desistir da ideia.
Conforme o secretário, o motivo seria o sucesso da Semana da Conciliação Fiscal, realizada em dezembro, para incentivar os devedores a atualizarem os impostos atrasados. Na ocasião, foram arrecadados mais de R$ 2 milhões. Segundo Mauro Cid, o prefeito deve deixar para março a decisão sobre a terceirização ou não da cobrança.
Atualmente, o serviço é realizado pela secretaria de Finanças, sob Guilherme Muller. A tentativa de transferir a responsabilidade a uma empresa terceirizada se deve à prerrogativa de que a iniciativa privada tem a liberdade de divulgar o nome dos inadimplentes aos órgão de proteção ao crédito, como SPC e Serasa.
A empresa vencedora do certame teria direito a 20% do valor arrecadado dos inadimplentes, que, segundo Galindo, chega a mais de 50% dos cuiabanos. Os ex-prefeitos Wilson Santos (PSDB) e Roberto França (DEM) tentaram colocar a medida em prática, mas divido à polêmica e a impopularidade da medida desistiram da ideia.
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