Em entrevista coletiva realizada há pouco, o presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Júlio Pinheiro (PTB), reconheceu que cometeu um "erro pessoal e familiar" ao chegar de madrugada em sua residência e ter forçado a entrada na casa, que estava fechada. Segundo ele, a mistura de álcool e medicamentos para diabetes e stress causou esse “momento de fúria” na madrugada de sexta-feira.
“Errei e estou aqui para assumir o erro. Não deveria tre forçado a entrada em casa e também poderia ter ido para um hotel ou minha chácara. Mas fui pra casa e ela estava fechada”, explicou o presidente da Câmara.
Júlio negou que tenha agredido ou ameaçado a sua esposa, Gisely Carolina Lacerda Pinheiro, com um garfo de churrasco a quem pediu desculpas publicamente. “Não sou covarde para bater em mulher. Respeito minha mulher e minha família”, afirmou.
O vereador colocou que não foi representado pela esposa por violência doméstica apesar de um Boletim de Ocorrência ter sido confeccionado. “Se tivesse agredido ela, pela personalidade que ela tem, eu teria sido representado”, afirmou. Pinheiro ainda elogiou o trabalho da Polícia Militar e da Civil durante a ocorrência.
Ele citou que discussão familiar é comum com todo cidadão, independente de cargo eletivo ou posição social. “Quem aqui nesta sala que nunca teve problema ou discussão familiar”, questionou.
Na entrevista, o presidente da Câmara assumiu ter problemas de depedência com álcool e cigarro. Todavia, ele negou ter consumido entorpecentes, conforme declararam alguns veículos de comunicação. “Vou fazer exame toxicológico e quem falou que usei entorpecentes vai ter que provar”, disse ao admitir que processará quem o acusou de usar drogas.
Júlio Pinheiro admitiu que poderá ter prejuízos políticos com o episódio. "Este é um ano eleitoral e sei que muitas pessoas irão tentar se aproveitar desta situação", disse, ao anunciar que retomará o tratamento para parar de beber álcool e cigarro.
CCJ e apoio
Ao lado de nove vereadores que declararam solidariedade, o presidente da Câmara anunciou que provocará a Comissão de Constituição e Justiça para indicar as providências que o caso requer. “Esta casa precisa dar uma resposta a sociedade e caberá a CCJ indicar o que deve ser feito”, colocou.
Júlio admitiu que pode ser criada uma CPI ou uma Comissão Processante para investigar sua conduta na madrugada de sexta. De antemão, o vereador evitou a comparação com o caso Ralf Leite, que foi cassado ao ser flagrado com um travesti menor de idade na região do Zero Quilômetro. “Sou muito bem casado e não mexo com travesti”, disparou.
Ao agradecer o apoio dos vereadores, o presidente da Câmara citou que seu estilo favorece ao bom relacionamento com os colegas de plenário. “Sou um cara agregador, eles sabem do meu perfil”, falou.
Estiveram ao lado do presidente da Câmara, os vereadores Arnaldo Penha (PMDB), Totó César (PTB), Misael Galvão (PR), Chico 2000 (PR), Toninho de Souza (PSD), Everrton Ppop (PSD), Paulo Borges Júnior (PSDB), Pastor Washington (PRB) e Domingos Sávio (PMDB). Todos comenteram que o episódio precisa ser analisado com prudência.
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