Gabriela Galvão
O secretário acrescentou ainda que a reunião realizada na manhã desta terça foi apenas entre ele e o governador. Mesmo assim, no caminho do Palácio Paiaguás até a sede da Secopa, a mídia já o estava exonerando. “Cheguei na Secopa e já tinha uma equipe de TV me esperando para me entrevistar sobre minha saída do Governo. Isso deixa muito claro que é fogo amigo, plantação”, reclamou.
Sem citar nomes, Eder afirmou que não se furta do embate, nem de discussões e, por isso, está atrapalhando outros interesses. Segundo ele, colocou o cargo à disposição de Silval pois não quer ser uma “pedra” no caminho. Ressaltou, contudo, que a vontade é continuar à frente da pasta. “Assumi a Secopa com trabalhos conceituais e nesta semana vamos completar o ciclo de lançamento de todas as grandes obras de mobilidade para a Copa, exceto o pacote do VLT”.
O secretário lembrou dos cargos pelo qual passou como o comando da secretaria estadual de Fazenda e da Casa Civil. “Sempre deixei legados positivos, mas não posso ir contra a decisão do governador, se ele quiser eu fico e se quiser que eu saia, eu saio. O que não pode mais acontecer é interferência e ingerência”.
Quanto a vaga no TCE, em substituição ao conselheiro Alencar Soares, que teria resultado em toda a nova “crise” envolvendo seu nome, o republicano garantiu que não está brigando por vaga nenhuma. Afirmou que sequer sabe se está surgindo uma vaga de conselheiro e que esta é uma discussão que cabe ao órgão fiscalizador.
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