Pages

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Sachetti reativa projeto de disputar Prefeitura de Rondonópolis pelo PDT

Romilson Dourado

      O empresário Adilton Sachetti (PDT) voltou a tirar da gaveta o projeto de disputa à Prefeitura de Rondonópolis, terceiro maior município mato-grossense. Em conversa com aliados, ele revelou que pode entrar no páreo motivado por uma série de fatores, entre eles a decisão da Justiça Eleitoral de cassar o mandato do adversário politico, prefeito Zé do Pátio (PMDB), o clima de instabilidade política que se instalou no município, a falta de pré-candidatos que "representam o anseio da sociedade" e por causa da cobrança de correligionários e do discurso contundente e técnico em defesa de transparência, da honestidade e de compromissos em um município que o adotou como "terra natal".
-------------------------------
Reinserção do nome do ex-prefeito provoca mais
reviravolta política a 2 meses das convenções
-------------------------------
    Embora tenha permanecido mais tempo em Cuiabá, onde administra uma cooperativa de biodiesel, Sachetti mantém o título de eleitor em Rondonópolis, onde foi prefeito de 2005 a 2008. Tem desenhado um cenário favorável a sua eventual candidatura. Teria como possíveis adversários o próprio Pátio, que o derrotou à reeleição nas urnas de 2008, e os ex-prefeitos Percival Muniz (PPS) e Rogério Salles (PSDB).
    Como ainda restam dois meses para as convenções, que acontecem entre 10 e 30 de junho, Sachetti passou a consultar alguns segmentos para concluir se será mesmo candidato. Ele entende que Rondonópolis está abandonada e os "maus políticos estão tentando tomar conta da cidade" e não poderia se omitir diante de um novo chamamento para o embate eleitoral em um municipio onde constituiu família e os negócios empresariais.
   Integrante da chamada turma da botina, captaneada pelo ex-governador e senador Blairo Maggi, Sachetti concorreu a prefeito pelo PPS. Depois da reprovação nas urnas ao segundo mandato, migrou para o PR e foi aproveitado como secretário do governo Maggi e, meses depois, transferido para a então Agecopa. Ficou na presidência da autarquia por um ano. Saiu por causa de divergências com os demais diretores. A Agecopa foi extinta e o governador Silval Barbosa criou a Secopa. A partir daí, Adilton Sachetti passou a se dedicar ao trabalho na iniciativa privada.
   No ano passado, voltou à militância e aderiu ao PDT, criando expectativa de que poderia ser candidato. Depois, anunciou que estaria fora do páreo e sugeriu que a agremiação pedetista lançasse à sucessão o apresentador de TV Carlos Vanzeli. Eis que agora o ex-prefeito reaparece no cenário político como possível concorrente, o que deve "esquentar" ainda a pré-campanha em Rondonópolis.
Ir para o Blog

Nenhum comentário:

Postar um comentário