Dois dos desafetos de Eder Moraes, o senador Pedro Taques (PDT) e o ex-assessor-especial da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo de 2014 (Secopa), Yuri Bastos Jorge, avaliaram como positiva a saída do secretário.
Bastos deixou o cargo em fevereiro deste ano, após ter sido ‘rebaixado’ por Eder. Para a saída, Yuri alegou que não estava se sentindo útil na função. Questionado sobre a demissão do republicano, ele teceu duras críticas ao ex-gestor. Entre outras coisas, disse que Eder era autoritário e “massacrava” as pessoas para mostrar autoridade. “Depois de um tempo, ele começou a ficar agressivo com as pessoas, bater de frente com todo mundo. Queria mostrar autoridade a todo custo e começou a desagregar”.
Ele também reforçou a afirmação feita pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PSD), de que o republicano “fala demais”. “Ele lançava coisas antes mesmo do governador saber e essa não era sua missão como funcionário. Ao invés de levar problemas para o governador, ele deveria solucioná-los. As discussões com o Carlos Brito e com o senador Pedro Taques, por exemplo, foram desnecessárias”, salientou.
Segundo Bastos, Eder cometeu muitos erros à frente da Secretaria. “Havia muitas pessoas com experiência em gestão pública e ele não soube aproveitar essas pessoas. Eu mesmo poderia ter sido melhor aproveitado, assim como o Roberto França, o Yênes Magalhães e o Carlos Brito, que deixaram a Pasta. Faltou capacidade de articulação para trazer essas pessoas para perto”, declarou.
Questionado sobre o assunto, o senador Pedro Taques (PDT), que chegou a ser chamado de “traficante do medo” por Eder, se limitou a dizer que “agora o governador começará a governar”. Carlos Brito não quis se pronunciar sobre o assunto.
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