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quinta-feira, 19 de abril de 2012

“A privatização é um duro golpe contra o SUS”, afirma ex-secretário

Contratar uma empresa para prestar serviços de consultoria ao Pronto Socorro de Cuiabá não vai aumentar o número de atendimentos ou sanar os problemas de superlotação, sucateamento, desleixo...

Segundo o ex-secretário de Saúde de Cuiabá e membro do Movimento Saúde e Democracia, Luiz Soares, a atitude de Chico Galindo (PTB) em gastar R$ 190 mil mensais para contratar uma empresa que presta serviços de assessoria e consultoria empresarial “é assinar atestado de incompetência”. “Existem no Pronto Socorro funcionários de carreira capazes de fazer esse serviço por muito menos. Com a nova gestão, são dez pessoas com um salário de R$ 19 mil, mas sem aumento no número de leitos ou cirurgias”.

Além de ser um péssimo investimento, o articulador ainda defende que a nova gestão pode colocar em “maus lençóis” a relação do Pronto Socorro com os hospitais particulares da rede contratada. “Ao invés de dar celeridade às grandes filas, vai aumentar a espera de quem precisa fazer uma cirurgia, pois esse cenário vai criar uma rixa entre os hospitais”, afirma.

Apesar de o prefeito Chico Galindo (PTB) defender que não se trata de uma privatização e sim uma consultoria ao setor administrativo da instituição, Luiz Soares acusa o gestor de fazer o mesmo que fez Pedro Henry com as Organizações Sociais de Saúde (OSS): Um duro golpe ao SUS. “O SUS é a maior política de inclusão de saúde que já existiu. Quando você interrompe esse processo, você está praticando um duro golpe à sociedade”, pontua.
Caos

Apesar de a Prefeitura ter contratado uma consultoria por R$ 190 mil para solucionar os problemas do Pronto Socorro de Cuiabá, o imbróglio ainda permanece. Leia Mais.


Isadora Spadoni – Da Redação

Foto: Mary Juruna

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