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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Não devemos fazer acusações de forma leviana, afirma Jayme

Valérya Próspero e Glaucia Colognesi

     O senador Jayme Campos (DEM) garantiu que não há nomes de políticos confirmados em Mato Grosso no envolvimento do escândalo Carlinhos Cachoeira. “Não podemos acusar ninguém de forma leviana, temos que aguardar as investigações”, pondera. O Estado já foi citado três vezes pela imprensa como alvo de possíveis fraudes no esquema liderado pelo bicheiro.
    A primeira vez trata de uma conversa entre o empresário e o senador Demóstenes Torres (ex-DEM) a fim de beneficiar um amigo de ambos no processo de licitação da extinta Agecopa. Depois foi divulgada conversa entre o cunhado do bicheiro Adriano Aprígio de Souza e o consultor argentino Roberto Coppola, em que comemoravam a vitória do governador Silval Barbosa (PMDB) à reeleição em 2010.
   Na gravação feita pela Polícia Federal, o consultor garantiria que o resultado do pleito faria com que a Loteria de Mato Grosso (Lemat) fosse recriada, ficando sobe o comando do grupo. Já neste final de semana a IstoÉ revelou que um espião ligado a Cachoeira, teria parceiros junto às polícias Militar e Civil de Mato Grosso.
   Jayme, que é vice-presidente do Conselho de Ética do Senado, apontou que a comissão vai buscar junto a Polícia Federal mais informações sobre o caso e avalia que essa será uma oportunidade para “passar o Brasil a limpo”.
   O parlamentar deixou a presidência do Conselho por acreditar que ser do mesmo partido de Demóstenes o coloria em suspeição para realizar a tarefa. O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) assumiu a cadeira e o senador Humberto Costa (PT-PE) será o relator do processo. O petista aceitou o trabalho depois que cinco senadores recusaram a empreitada
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