Romilson Dourado
O executivo Eder de Moraes será o novo presidente da Agência de Regulação dos Serviços Delegados (Ager-MT). O anúncio partiu do governador Silval Barbosa, um dia depois de exonerá-lo do comando da Secopa. Este blog já havia antecipado a tendência de Eder ocupar a Ager - confira aqui. As divergências e o refrega político foram superados. Em reunião com os deputados do PR e com o próprio Eder, Silval concordou com o pleito do partido de manter o ex-secretário na equipe, agora conduzindo uma autarquia que possui 5 diretores e com papel importante na fiscalização e regulação. O mandato é de 4 anos, podendo ser prorrogado por mais 4, como aconteceu com Márcia. Um dos desafios de Eder enquanto futuro presidente da Ager será prosseguir no processo de licitação das linhas intermunicipais, com divisão do Estado em 8 mercados, de modo que até duas empresas vencedoras venham explorar uma região.
Eder vai substituir Márcia Vandoni, que faz parte da diretoria desde a fundação da Ager, em 1999. O mandato dela vence na próxima terça (24). Para assumir o novo posto é preciso passar por sabatina e aprovação da Assembleia. O governador quer encaminhar a indicação na próxima semana. Em seguida, Eder será convocado a se apresentar aos deputados para responder a uma série de perguntas e questionamentos. O próprio governador ficou responsável por conduzir diálogo com o vice-governador Chico Daltro, que possui autonomia para ditar regras em empresas e autarquias da estrutura da máquina estadual, entre elas a própria Ager. A ideia é evitar conflitos entre o polêmico Eder e o vice-governador.
O comando da Ager está sendo "prêmio" de consolação a Eder, que nestes últimos 9 anos passou pela presidência da Agência de Fomento do Estado e pelas pastas de Fazenda e Casa Civil e esteve por mais de um ano à frente da então Agecopa e depois Secopa. Era considera um "trator" do governo. A Ager detém orçamento anual de R$ 12 milhões e conta hoje com cerca de 100 funcionários. Atua como elo dos usuários do transporte junto ao Estado e às empresas concessionárias. Dos 5 diretores, 4 são reguladores. Cada um ganha mais de R$ 20 mil, mesmo salário pago aos secretários de Estado.
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