Tucano diz que conversas não avançaram e, agora, está "muito tarde"
O pré-candidato do PSDB à Prefeitura da Capital, deputado estadual Guilherme Maluf, desistiu do projeto de reeditar a aliança das eleições de 2010, com PTB e DEM, e resolveu alçar "voo solo".
Apesar de a coligação ter fracassado nas urnas, e a dobradinha Wilson Santos (PSDB)-Dilceu Dal'Bosco (DEM) ter perdido a disputa pelos cargos de governador e vice, respectivamente, para Silval Barbosa (PMDB) e Chico Daltro (PSD), Maluf sonhava em repetir a aliança na disputa eleitoral deste ano, em Cuiabá.
Porém, a reedição da composição acabou não prosperando, e o tucano resolveu enterrar o projeto. “As conversas com o DEM e o PTB não avançaram. Agora, não dá mais para tentar fazer essa composição, ficou muito tarde”, disse Maluf aoMidiaNews.
O tucano defendeu que o partido precisa ter candidato próprio na Capital e nos municípios-polos, para ajudar na reconstrução da sigla, após a derrota de 2010. “No que depender de mim, não vamos recuar [de candidatura própria]”, afirmou o parlamentar.
“Não vamos apoiar outro candidato, a menos que o partido decida por isso. Por enquanto, estamos firmes na candidatura própria. Mas, claro que a certeza só virá na convenção partidária, em junho”, ressaltou.
O deputado lembrou que o DEM está trabalhando para lançar candidatura própria, e que o prefeito Chico Galindo (PTB) ainda pode ser candidato à reeleição, fatos que atrapalharam a formação de um bloco com os tucanos.
Maluf, que chegou a pensar em abrir mão da candidatura, em nome de um projeto conjunto com o PTB e DEM, agora, busca o apoio de partidos pequenos para seu projeto eleitoral, como PTdoB, PV, PRB e PHS.
No meio dos nanicos que Maluf busca cooptar, está o PP do deputado federal Pedro Henry e do vereador Deucimar Silva.
O apoio da sigla deve ser alvo de disputa entre Maluf e os democratas, que buscam o apoio do partido para viabilizar uma aliança, muito possivelmente, para lançar Roberto França (DEM) à Prefeitura. O democrata foi prefeitos em duas oportunidades
Fonte: Midianews, LAÍSE LUCATELLI
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