Se confirmadas, o trio – formado pelo faixa preta de caratê Jorge Beltrão Negromonte Silveira, 50 anos, sua mulher Isabel Cristina Pires Silveira, 50, e sua amante Bruna Cristina Oliveira da Silva, 25 – responderá por oito homicídios. Seguidores de uma seita chamada “Cartel”, anticapitalista e contra o crescimento populacional, eles comiam pedaços das carnes dos corpos das vítimas como forma de “purificação da alma”.
“Temos os prenomes destas possíveis vítimas, todas mulheres, e estamos investigando”, afirmou Morais, nesta terça, ao confirmar que cinco delegados estão trabalhando no caso, a fim de dar mais agilidade às investigações dos crimes que chocaram o Estado. O delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Joselito Amaral, assumiu a coordenação do caso, e conta com o trabalho do delegado de Garanhuns, Wesley Fernandes, de Olinda, Paulo Berenguer, do delegado regional Marcos Omena e de um delegado do setor de inteligência, cujo nome não foi divulgado.
Acusação
A polícia ainda não localizou o corpo de Jéssica Camila da Silva Pereira, que de acordo com o delegado Wesley Fernandes, foi morta pelo trio em 2008. Jéssica tinha uma filha, hoje com cinco anos, que passou a ser criada por eles. Para evitar suspeitas, Bruna assumiu a identidade de Jéssica e se apresentava como mãe da menina, que também teria consumido carne humana e está sob os cuidados do Conselho Tutelar. Depois da divulgação da história, parentes de Jéssica se apresentaram à polícia e tiveram sangue coletado para exame de DNA a fim de comprovar o parentesco com a criança. O exame ainda está sendo realizado.
Jorge, Isabel e Bruna estão em presídios não divulgados pela polícia, visando a garantir sua integridade física. A casa onde eles viviam foi saqueada e incendiada por vizinhos revoltados ao tomarem conhecimento dos crimes, semana passada.
Irmãos do acusado, Emanuel e Jeová Beltrão deram entrevista ao Programa Plantão 190, da TV Jornal, local, nesta segunda, para dizer que a família está chocada. Mesmo sem desconfiar de que o irmão era assassino, eles afirmaram que o comportamento de Jorge era violento e que ele foi protagonista de vários golpes – um deles, o furto de R$ 80 mil de uma poupança da mãe. A família teria rompido com ele depois que ele levou a amante para morar com ele e sua mulher. As informção do G1.
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