O governador Silval Barbosa, no entanto, não respondeu ao pedido durante a reunião com a bancada do partido que acabou agora a pouco no Palácio Paiaguás. “Vou analisar a indicação”, restringiu-se o governador que pode deixar para amanhã o anúncio do novo titular da Secopa, ao contrário do que prometeu ontem, ainda em Brasília.
Fagundes contou que durante a reunião aventou-se a possibilidade de Éder Moraes ser remanejado para a Ager, ocupada há anos pela engenheira Márcia Vandoni.
Éder ficou à frente da organização da Copa 2014 em Mato Grosso durante cerca de um ano e meio. Começou presidente da Agência de Execução das Obras da Obras da Copa (Agecopa), que foi extinta com a criação da Secopa, em novembro de 2011.
O governador optou por manter Éder Moraes como titular da Secopa, mesmo sob grande pressão e em meio a uma série de denúncias de má gestão dos recursos da Copa.
Em meio a uma crise que se instalou esta semana na alta cúpula do Governo do Estado, com reflexos na Assembleia Legislativa e também no Tribunal de Contas do Estado, Éder acabou sendo exonerado por Silval Barbosa, sem muitas explicações.
Muitas especulações vieram à tona dando conta de que Éder teria articulado uma estratégia para evitar que o deputado estadual Sérgio Ricardo (PR) ocupasse a vaga do conselheiro Alencar Soares no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Porém, ao que parece, Governo e Assembleia é que teriam usado a denúncia de que Alencar Soares estaria recebendo R$ 12 milhões para ceder sua vaga a Sérgio Ricardo para queimar o filme de Éder Moraes e justificar sua exoneração.
Por Sandra Carvalho
Foto: Mary Juruna
Da Redação
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