O vereador Toninho de Souza (PSD) lamentou, na sessão ordinária desta quinta-feira (01-03), o fato da Câmara Municipal de Cuiabá sob presidência de Júlio Pinheiro (PTB), ser hoje uma espécie de filial ou extensão da prefeitura a serviço dos interesses do prefeito Chico Galindo (PTB). A indignação do parlamentar oposicionista se dá por inúmeras situações em que o Legislativo cuiabano vem atendendo os pleitos do Executivo municipal sem nenhum questionamento. Um dos exemplos citados por Souza é o fato dele e do vereador Domingos Sávio (PMDB), também da oposição, terem sido excluídos da composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Cemat. Ambos tinham a garantia do presidente da Casa, vereador Júlio Pinheiro, que fariam parte dos trabalhos que investigará a dívida da prefeitura com a empresa fornecedora de energia em Mato Grosso.
Toninho de Souza não têm dúvida de que a exclusão de seus nomes foi um pedido do prefeito Chico Galindo por serem oposicionistas e o mesmo foi atendido pelo presidente do Parlamento. Segundo o vereador, com a composição, sem questionar os integrantes a CPI, os vereadores Paulo Borges (PSDB), Chico 2000 (PR) e Everton Pop (PSD), só de parlamentares da base de sustentação, aponta para um eventual favorecimento a prefeitura de Cuiabá. Inclusive, Souza acha estranho o presidente da Câmara Municipal, Júlio Pinheiro, se posicionar sobre a dívida sem mesmo que os trabalhos tenham iniciado.
"O presidente da Casa já quer até antecipar o resultado dos trabalhos, dando entrevista à imprensa que a Cemat está errada em seus cálculos. É uma situação estranha", afirmou Toninho.
Para reforçar o posicionamento de que a Casa, uma instituição que era para ser independente, está a serviço do atual prefeito de Cuiabá, o vereador do PSD cita algumas votações favoráveis aos interesses do Executivo.
Uma delas é aprovação dos nomes dos integrantes da Amaes, órgão criado para acompanhar o processo de privatização da Sanecap, na sexta-feira à tarde de Carnaval. Além disso, há o grande interesse do presidente Júlio Pinheiro em aprovar o aumento salarial do prefeito e secretários. O projeto de lei era para entrar na pauta de votação na sessão desta quinta-feira, mas não foi por falta de quórum. "A Câmara Municipal têm que mudar de postura, ser mais transparente em suas posições", finalizou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário