Embora admita publicamente que não pretende ser candidato a prefeito de Várzea Grande, o senador Jayme Campos (DEM) é estimulado pelos filiados do DEM a entrar no páreo. Conforme O Atual apurou, já está sendo avaliada a possibilidade de contratar um instituto de pesquisa nacional para avaliar a viabilidade deste projeto.
O principal argumento para convencê-lo é que não há nenhum candidato com força política para superá-lo nas urnas. Seus aliados entendem que o prefeito Sebastião dos Reis Gonçalves, o Tião da Zaeli (PSD) não tem capilaridade política e eleitoral para vencê-lo nas urnas. Antes de exercer o mandato de senador, Jayme Campos já foi prefeito de Várzea Grande em três ocasiões e governador do Estado.
Outra justificativa para convencer o democrata a entrar no páreo é que o DEM precisa se reerguer em sua principal base eleitoral. Vale lembrar que o partido perdeu as duas últimas eleições em Várzea Grande.
Em 2004, o então deputado estadual Campos Neto – hoje conselheiro do Tribunal de Contas – desistiu da candidatura, o que levou o então presidente da Câmara Municipal, Walace Guimarães, a concorrer a Prefeitura de Várzea Grande, porém, foi derrotado por Murilo Domingos pela diferença de 522 votos.
Em 2008, após uma fracassada aliança com o apresentador de TV, Maksuês Leite, Júlio Campos despencou nas pesquisas e viu Murilo Domingos, mesmo com rejeição de 80% da população e carregar o apelido de Murilo “Dormindo”, ser reeleito.
Com o temor de que uma eventual candidatura de Júlio Neto ou Wilson Grafitte seja derrotada nas urnas, a militância do DEM teme que o poder da família Campos, tão tradicional em Mato Grosso nas décadas de 80 e 90, seja “sepultado” nas urnas.
No entanto, o projeto do DEM esbarra na pretensão do PSD, partido que tem a principal força política de Mato Grosso e é capitaneado pelo presidente da Assembleia Legislativa, José Riva. A relação política de Riva com Jayme Campos é marcada pela extrema amizade e companheirismo. Por conta disso, Jayme Campos é orientado a dialogar com Riva para viabilizar seu projeto político.
Conhecido no meio político pela fama de lançar candidatura somente quando não há possibilidade de derrota, Jayme Campos teme somente a candidatura de Zaeli pelo PSD, diante da força do poder político e econômico que deverá impor nas eleições de outubro. Além de controlar a máquina pública, Zaeli tem o apoio irrestrito de Riva e cinco deputados estaduais. Assim, para Jayme Campos, seria interessante vê-lo fora do páreo.
Porém, Riva não está disposto a convencer Zaeli a desistir de concorrer a Prefeitura de Várzea Grande. Isso porque, o PSD, embora seja o maior partido de Mato Grosso com mais de 50 prefeitos e 300 vereadores, administra somente municípios com pequena densidade eleitoral.
Por isso, Várzea Grande, segundo maior colégio eleitoral de Mato Grosso, é considerado “questão de honra” para a cúpula do PSD, termo que chegou a ser usado na última reunião do diretório estadual.
Embora nada seja dito publicamente, o PSD trabalha, as sete chaves, uma candidatura ao governo do Estado em 2014 e planeja ampliar o domínio político em Várzea Grande. Atualmente, administra a Prefeitura com Tião da Zaeli e detém sete vereadores.
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