Sindicato garante paralisação na segunda-feira, se não houver negociação do PDV
MidiaNews
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Servidores prometem greve na próxima semana, caso não haja negociação do Plano de Demissão Voluntária (PDV)
LISLAINE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO
O prefeito Chico Galindo (PTB) deve-se reunir, nesta desta sexta-feira (9), com os representantes dos servidores da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap), na tentativa de evitar uma greve que pode paralisar o órgão, cuja gestão passou para a iniciativa privada.DA REDAÇÃO
Em assembleia-geral realizada na quarta-feira (11), os 450 servidores concursados da companhia aprovaram indicativo de greve e ameaçam cruzar os braços na próxima segunda-feira (12).
O motivo da greve seria a dificuldade na negociação do Plano de Demissão Voluntária (PDV), junto à Prefeitura de Cuiabá.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Saneamento Ambiental (Sintaesa), Ideueno Fernandes, afirmou ao MidiaNews que nada foi definido e, após a reunião com o prefeito, a categoria irá se reunir em uma novamente, ainda hoje, para saber se vai continuar apenas com o indicativo ou se, efetivamente, vai cruzar os braços.
De acordo com Fernandes, a proposta inicial da prefeitura – garantida na lei que privatizou os serviços de água e esgoto na Capital – foi de estabilidade de seis meses no emprego, a partir do momento em que a Companhia de Águas do Brasil (CAB Ambiental) assumir a gestão da Sanecap na Capital.
O prefeito afirmou ainda que vai pagar, a cada servidor, um salário de indenização para cada três anos de dedicação à empresa.
Para os servidores aprovados em dois concursos, realizados em 2002 e 2009, o valor oferecido é mínimo para pessoas que prestaram o certame em busca de estabilidade no emprego. Por isso, a categoria pede pelo pagamento de 24 salários como indenização.
“Esse seria o justo, uma vez que eles vão perder a estabilidade no emprego e recebem um salário abaixo do oferecido no mercado”, afirmou o presidente.
Segundo Fernandes, o piso da categoria, atualmente, é de R$ 710 e os servidores não consideram vantagem terem o serviço garantido por apenas seis meses, sendo que podem encontrar emprego com melhor remuneração em empresas particulares. Parte dos funcionários já teria deixado expresso o desejo de não manter-se no emprego.
O Sintaesa também aposta em uma redução significativa no quadro de funcionários, que hoje é composto de 600 servidores (sendo 150 terceirizados).
“Acredito que, quando a CAB Ambiental assumir os serviços, deverá operar com apenas 400 funcionários. Isso, se não decidir implantar um sistema de 0800 para atendimento ao público ou automatizarem as estações de tratamento, o que reduziria ainda mais o quadro de operadores”, afirmou o sindicalista.
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