Pages

sexta-feira, 9 de março de 2012

Policia MT:PF prende 8 em operação contra venda de abortivos no MT

Em um dos flagrantes realizados durante a manhã, a Polícia Federal apreendeu 48 cartelas do comprido para disfunção erétil Pramil, de venda proibida .... Foto: PF/Divulgação
Em um dos flagrantes realizados durante a manhã, a Polícia Federal apreendeu 48 cartelas do comprido para disfunção erétil Pramil, de venda proibida no Brasil
Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal (PF) em Barra do Garças (MT) deflagrou nesta sexta-feira a Operação Pró-Vita para combater a comercialização de medicamentos ilegais e a prática de abortos criminosos em série na região. Conforme balanço parcial da PF divulgado durante a manhã, dos 11 mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça, 8 já haviam sido cumpridos até as 16h30 nos Estados de Mato Grosso e Goiás.
Os agentes também têm em mãos 33 mandados de conduções coercitivas e 23 de busca e apreensão. De acordo com a PF, vários medicamentos foram apreendidos em clínicas e farmácias de Barra do Garças durante a manhã. Foram encontrados comprimidos de Sildenafil, Cibutramina e outros remédios que são vendidos apenas para hospitais.
Os policiais federais apreenderam ainda cartelas de remédios de uso controlados, os chamados "tarja preta", uma cartela do abortivo Cytotec e R$ 2,9 mil. Entre as mercadorias também estava uma caixa de Rouphinol. Segundo a PF, a comercialização dessa substância configura tráfico de drogas.
Entre as pessoas com prisão decretada, há um médico, farmacêuticos e atendentes de farmácias da região de Barra do Garças, de acordo com a PF. A Justiça determinou o sequestro dos bens dos acusados.
A investigação revelou a existência de uma rede criminosa que se dividida em duas ramificações. A primeira era voltada para a importação e distribuição de medicamentos de origem estrangeira para farmacêuticos e médicos da região sem o necessário registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os remédios são de circulação proibida no País e utilizados como abortivos e no tratamento de obesidade e de disfunção erétil. A segunda ramificação era composta por médicos e pessoas associadas, acusados de realizar procedimentos abortivos mediante pagamento.
Os médicos suspeitos utilizavam os medicamentos ilegais, fornecidos por farmacêuticos e importadores de remédios, na estrutura do serviço público de saúde. Os procedimentos eram realizados com materiais e equipamentos do Hospital Municipal de Barra do Garças. Além do crime de aborto, eles cobravam pelo serviço médico custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Durante as investigações, a PF identificou uma série de casos de abortos criminosos e apreendeu 187 comprimidos de Cytotec - quantidade suficiente para a realização de ao menos 50 abortos -, 260 comprimidos de Sibutramina, 56 comprimidos de Desobesi-M, 60 comprimidos de Xanax, 40 comprimidos de Rheumazin Forte e 50 comprimidos de Pramil.
A operação, que foi batizada com um termo em latim que significa "Pela Vida", envolveu 110 policiais federais e cinco servidores da Anvisa. Os mandados judiciais estão distribuídos entre as cidades de Barra do Garças, Alto da Boa Vista e Primavera do Leste, em Mato Grosso, e em Goiânia, Aragarças, Baliza e Aparecida de Goiânia, em Goiás.
Os presos serão encaminhados para a Cadeia Pública do Município de Barra do Garças e responderão criminalmente por aborto, comercialização de medicamentos sem registro na Anvisa, peculato, corrupção e formação de quadrilha.

Nenhum comentário:

Postar um comentário