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sexta-feira, 9 de março de 2012

Justiça nega pedido de prisão de PM que matou pedreiro em VG

Foi negado o pedido de prisão preventiva do soldado da PM Edivino Adão da Silva, autor do disparo que matou o servente de pedreiro Jefferson Augusto da Silva. No entanto, o juiz Newton Franco Godoy, titular da vara criminal de Várzea Grande, determinou a adoção de medidas cautelares que farão com que o soldado cumpra uma espécie de prisão domiciliar.
O soldado não poderá andar em viaturas policias e nem trabalhar armado. As saídas de sua casa só poderão ocorrer para ir ao trabalho. Edivino atualmente presta serviços burocráticos no Comando Regional II, em Várzea Grande.
De acordo com o delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) João Alencar, encarregado pelo caso, o inquérito deverá ser concluído na próxima semana, quando o PM for ouvido novamente. Ele será indiciado por homicídio duplamente qualificado. O outro PM e os 3 guardas municipais que estavam na ocorrência também serão indiciados, mas pelo crime de disparo de arma de fogo em via pública.
O pai do ajudante de pedreiro, Valdeci Ireno da Silva, não escondeu a revolta com a decisão. “Quero saber o que o juiz faria se meu filho tivesse matado alguém ou se fosse o filho dele que tivesse levado uma bala na nuca. A Justiça só prende pobres e negros”.
Valdeci destaca que a família teme eventuais represálias por conta do caso. “Até que ele seja condenado vamos ter que conviver com ele por vários anos, sem nenhuma garantia de que ele não mate novamente”. A família de Jefferson, que deixou uma filha de 8 meses, já se preparar para acionar o Estado por uma indenização, além do pagamento de uma pensão para a criança.
Jefferson foi morto por supostamente furar uma blitz da Polícia, na Avenida da FEB, em Várzea Grande. Após perseguição, registrada na madrugada de 25 de janeiro, ele teria abandonado o veículo e atingido por um tiro na nuca. A princípio, a Guarda Municipal de Várzea Grande (GMVG) assumiu a morte e afirmou que houve um tiroteio.
Porém, as investigações sob o comando de Alencar chegaram à conclusão de que um revólver foi plantado na mão de Jefferson para justificar o tiroteio e que o tiro havia partido de uma pistola usada pelo policial. Edivino está na PM há 1 ano. 

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