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quinta-feira, 1 de março de 2012

60.000 ao dia:site mais acessado:Cuiabá:Várzea Grande:Marcelo Torhacs, delegado da Polícia Civil, afirma que não houve excessos

Será que a ação da polícia só será legitima quando usar [revólver calibre] 38 ,contra fuzis do caras?, afirma o delegado da Polícia Judiciária Civil

O Delegado de Polícia falou na manhã de hoje sobre o polêmico inquérito conclusivo que vazou para a imprensa falando que a  ação do BOPE no Assalto ao Banco do Brasil em Lucas do Rio Verde foi feita com uso excessivo de força por parte dos policiais militares. Ele também mostrou indignação com o jornalista responsável pela matéria publicada na terça-feira (29), e afirma que nunca disse nada daquilo:
“Na verdade, desde ontem nós tomamos conhecimento de uma reportagem veiculada em um jornal de grande circulação de Cuiabá em que, a meu ver, por uma infelicidade do repórter, foi feita afirmações que nem eu que conduzi as investigações fiz. Ele comentou o meu relatório conclusivo, que eu não sei como ele teve acesso, inclusive com informações sigilosas a respeito de um comparsa não identificado, e são coisas que não poderiam estar em um conhecimento aberto da imprensa, e são afirmações que eu que conduzi as investigações do roubo do Banco do Brasil não fiz, então estou aqui, acho necessário fazer estes esclarecimento da imprensa. É possível concluir que a ação de prisão dos autores do roubo foi legítima, ponto. Se houve excesso, isso será objeto de investigação. Eu não afirmo que houve excesso, não há a possibilidade de se mensurar algum excesso com indivíduos que vem praticar um roubo com explosivos, com armas longas, como afirmaram policiais do BOPE, e armas apreendidas que é de conhecimento da imprensa. Os indivíduos que vieram aqui, quatro deles tem antecedentes de roubos, condenações, um deles tinha dois mandatos de prisão em aberto, são indivíduos de extrema periculosidade, então é preciso deixar bem claro, que na praça em frente ao Banco do Brasil houve um confronto, indivíduos armados efetuaram disparos contra os policiais militares do BOPE que primeiro chegaram e os policiais militares não tiveram alternativa a não ser efetuar disparos. Em nenhum momento eu disse que a ação foi ilegítima, não houve ainda investigação suficiente para afirmar que alguma irregularidade foi encontrada, não houve indiciamento de nenhum policial. É uma conduta antiprofissional que visa tumultuar a situação que tirar a credibilidade da conduta da policia militar e que visa causar um grande mal estar entre policia militar e policia civil, eu vou dizer que se não fosse a conduta corajosa dos policiais do BOPE a polícia da cidade não teria condições de efetuar a prisão destes indivíduos, não teria como se organizar,  tanto houve estes disparos que na esquina oposta existem vários disparos efetuados por esses indivíduos. São indivíduos perigosos! Será que a ação da polícia só será legitima quando usar [revólver calibre] 38 ,contra fuzis do caras? Ou seja, o fato da policia estar bem armada tira a legitmidade da ação? Em nenhum momento isto foi afirmado, enfrentaram o perigo com destemor, e querem tirar a legitimidade da ação deles e não vamos permitir isso! O inquérito do roubo do Banco do Brasil foi concluído dia 29 de fevereiro, é o que fecha o inquérito, tem informações importantes, é lamentável o que este repórter fez, abriu as informações que ali estavam, se fosse apurar isso seria violação de sigilo funcional”.
 Segundo a reportagem da Gazeta, o relatório da Polícia Civil de Lucas do Rio Verde aponta indícios de excessos por parte do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar na ação que terminou com três assaltantes mortos. De acordo com o veículo, os laudos dos exames necroscópicos, Souza, um dos assaltantes, foi morto com 8 tiros, vários deles disparados pelas costas, enquanto Silva recebeu um tiro na cabeça. Já no corpo de Oliveira, outro membro da quadrilha, os peritos encontraram marcas de queimadura no lado direito do tórax, o que indica que o disparo ocorreu à curta distância, e que após o tiroteio, os policiais militares encaminharam os três criminosos para um hospital da cidade. Ao chegarem à cena do crime, os investigadores encontraram apenas sangue e massa encefálica dos criminosos. Por entender que o resgate de pessoas feridas, criminosas ou não, só tem sentido se ainda estiverem com sinais vitais, foi pedido ao Corpo de Bombeiros da cidade cópia dos relatórios, fichas ou prontuários médicos de atendimento. "Se já estavam mortos, a retirada dos cadáveres buscou violar o local de crime, dificultando a coleta de vestígios", esta afirmação foi um dos trechos do documento que o veículo publicou e que causou toda a polêmica contra a qual luta hoje Marcelo Torhacs. 

Camila Galvão
Fonte: Correio do Dia

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