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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

60.000 ao dia:site mais acessado:Cuiabá:Várzea Grande:Julier, a Primavera Árabe e a cruzada anti-tucana

Por Mauro Camargo
O juiz federal Julier Sebastião da Silva (ainda sem partido, mas já foi filiado ao PT), sempre lembrado como virtual candidato (a prefeito, governador, e o que mais vier), acaba de estrear na Internet um blog pessoal (www.blogdojulier.com.br) que promete atrair os holofotes da mídia assim como sua midiática atuação na magistratura.

Em seu primeiro post, uma espécie de editorial, o juiz define o blog como um “espaço dedicado ao direito e à cidadania”, com a justificativa de que “inúmeros magistrados têm disseminado a iniciativa de aproximar a justiça do povo, valendo-se de espaços virtuais como o presente. Juízes pioneiros lançaram-se ao desafio de construir caminhos na internet, mediante blogs, sítios específicos e redes sociais, rompendo barreiras edificadas ao longo de séculos entre o Estado e o cidadão. É um caminho sem volta! As redes sociais e a internet tornaram-se instrumentos poderosos de debates, aprendizado, mobilizações e defesa da democracia em todos os cantos do mundo. Está aí a chamada Primavera Árabe a atestar o grande poder deste fenômeno global.”

Julier, ainda no editorial inaugural, faz uma modesta apresentação pessoal: “nascido em Chapada dos Guimarães/MT e criado no bairro Araés em Cuiabá/MT, sou Julier Sebastião da Silva, juiz federal da 1ª Vara da Seção Judiciária do Estado de Mato Grosso, tendo ingressado na magistratura no ano de 1995. Antes, fui Procurador do Estado de Mato Grosso e exerci a advocacia. Cursei Direito na Universidade Federal de Mato Grosso e tenho mestrado em “International Criminal Justice” pela Universidade de Portsmouth/ Reino Unido, além de especialização em Ciências Criminais”.

Como conteúdo, o blog traz decisões judiciais do magistrado, como a decretação da prisão preventiva de João Arcanjo Ribeiro, a pedido do Ministério Público Federal, em dezembro de 2002.

Julier, em seu blog, faz recomendação de leitura. Dois livros são indicados pelo magistrado: “Cara, cadê o meu país?”, do documentarista americano Michael Moore, e “A privataria tucana”, no qual o autor, Amaury Ribeiro Jr, se empenha em macular as privatizações realizadas durante o governo tucano de FHC.

O blog autopromocional do juiz Julier Sebastião da Silva revela, no mínimo, que ele pretende capitalizar (politicamente) a decretação da prisão de Arcanjo mais como um feito pessoal e menos como um dever de ofício. E, neste primeiro momento, pelo que se depreende da leitura do conteúdo, o blog servirá para fustigar adversários. Sobretudo, adversários tucanos.
Link original deste post: 

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