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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

60.000 ao dia:site mais acessado:Cuiabá:Várzea Grande:Policia:Acusado de assassinato se diz ameaçado de morte

Defensoria Pública assumiu defesa do acusado Maycon, que alegou receber ameaças de mortes de Damião
KATIANA PEREIRA
DA REDAÇÃO MIDIA NEWS
Foi adiada, pela segunda vez, a audiência de pronúncia e instrução dos acusados do assassinato da empresária Ângela Cristina Peixoto, 32, na 1ª Vara Especializada da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher. O motivo: a Defensoria Pública assumiu, nesta segunda-feira (27), a defesa do réu Maycon José. 

Inicialmente, Maycon recusou o auxilio da DP e alegou ter um advogado constituído. Durante depoimento à juíza titular Ana Cristina Silva Mendes, ele revelou que tem recebido ameaças de morte por parte de Damião Francisco Rezende, 33, ex-marido de Ângela e acusado de ser o mentor do crime. E por isso teria recusado o defensor público. Diante disso, o defensor terá 10 para elaborar defesa de seu assistido e apresentar a tese da defesa. 

Além disso, o réu Maycon terá o beneficio da delação premiada. Trata-se de recurso já utilizado pelo outro réu, Daniel Paredes, que delatou os comparsas, na audiência anterior. Os dois réus terão redução de pena e outros benefícios. 

A defesa de Damião Rezende argumentou a desqualificação do juízo, alegando que não era de sua competência, por se tratar de um crime de latrocínio e não contra a vida. A tese da defesa foi desqualificada pelo Ministério Público. 

São acusados de participar do assassinato de Ângela Peixoto os réus Damião Francisco Rezende, 33, ex-esposo,  Maycon José Cardoso, 22, e Daniel Paredes Ferreira, 20. Ângela foi assassinada com 24 facadas nas costas.

A nova audiência foi remarcada para o dia 13 de março, às 9h30. 

O caso 

Ângela foi assassinada na madrugada de 16 de novembro, na casa onde o casal residia, no Jardim Presidente II, em Cuiabá. 

Os criminosos entraram na casa da família, mataram a mulher, roubaram aparelhos eletrônicos e produtos da casa e, depois, saíram numa caminhonete S-10. 

Os executores foram presos menos de 24 horas após o crime, na cidade de Miranda (MS), pela PRF.

Eles pretendiam ir até a Bolívia, para onde levavam a picape de Damião, para ser trocada por cocaína. 

O combinado era que ele deveria registrar queixa somente dois dias depois, mas policiais da DHPP pediram o bloqueio do veículo, horas após o crime. 

Damião foi preso durante o enterro da mulher, no Cemitério Parque Bom Jesus, em Cuiabá. 

Um mês antes do crime, Daniel e Maycon receberam a quantia de R$ 1,5 mil, que seria parte do pagamento do assassinato da empresária. 

Na quitinete deles, no bairro Grande Terceiro, a Polícia Civil apreendeu cerca de 15 quilos de basta-base de cocaína, que, segundo a Polícia, pertenciam a Damião.

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