KATIANA PEREIRA
DA REDAÇÃO MIDIA NEWS
Foi adiada, pela segunda vez, a audiência de pronúncia e instrução dos acusados do assassinato da empresária Ângela Cristina Peixoto, 32, na 1ª Vara Especializada da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher. O motivo: a Defensoria Pública assumiu, nesta segunda-feira (27), a defesa do réu Maycon José. DA REDAÇÃO MIDIA NEWS
Inicialmente, Maycon recusou o auxilio da DP e alegou ter um advogado constituído. Durante depoimento à juíza titular Ana Cristina Silva Mendes, ele revelou que tem recebido ameaças de morte por parte de Damião Francisco Rezende, 33, ex-marido de Ângela e acusado de ser o mentor do crime. E por isso teria recusado o defensor público. Diante disso, o defensor terá 10 para elaborar defesa de seu assistido e apresentar a tese da defesa.
Além disso, o réu Maycon terá o beneficio da delação premiada. Trata-se de recurso já utilizado pelo outro réu, Daniel Paredes, que delatou os comparsas, na audiência anterior. Os dois réus terão redução de pena e outros benefícios.
A defesa de Damião Rezende argumentou a desqualificação do juízo, alegando que não era de sua competência, por se tratar de um crime de latrocínio e não contra a vida. A tese da defesa foi desqualificada pelo Ministério Público.
São acusados de participar do assassinato de Ângela Peixoto os réus Damião Francisco Rezende, 33, ex-esposo, Maycon José Cardoso, 22, e Daniel Paredes Ferreira, 20. Ângela foi assassinada com 24 facadas nas costas.
A nova audiência foi remarcada para o dia 13 de março, às 9h30.
O caso
Ângela foi assassinada na madrugada de 16 de novembro, na casa onde o casal residia, no Jardim Presidente II, em Cuiabá.
Os criminosos entraram na casa da família, mataram a mulher, roubaram aparelhos eletrônicos e produtos da casa e, depois, saíram numa caminhonete S-10.
Os executores foram presos menos de 24 horas após o crime, na cidade de Miranda (MS), pela PRF.
Eles pretendiam ir até a Bolívia, para onde levavam a picape de Damião, para ser trocada por cocaína.
O combinado era que ele deveria registrar queixa somente dois dias depois, mas policiais da DHPP pediram o bloqueio do veículo, horas após o crime.
Damião foi preso durante o enterro da mulher, no Cemitério Parque Bom Jesus, em Cuiabá.
Um mês antes do crime, Daniel e Maycon receberam a quantia de R$ 1,5 mil, que seria parte do pagamento do assassinato da empresária.
Na quitinete deles, no bairro Grande Terceiro, a Polícia Civil apreendeu cerca de 15 quilos de basta-base de cocaína, que, segundo a Polícia, pertenciam a Damião.
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