Por Mauro Camargo
O deputado Emanuel Pinheiro (PR), secretário geral do partido, há muito acalenta o sonho de disputar a Prefeitura de Cuiabá. Será preterido, como já foi outras vezes. A matemática é simples:
1) O PR não tem densidade eleitoral na Capital para sustentar, sozinho, uma candidatura a prefeito;
2) Com a já anunciada desistência do deputado Sérgio Ricardo, o PR não possui nomes que possam embalar uma disputa com reais chances de vitória, embora os deputados Emanuel Pinheiro e João Malheiros, assim como os secretários Francisco Vuolo e Pedro Nadaf sejam personalidades conhecidas e tenham base eleitoral em Cuiabá;
3) O PR faz parte da base governista e ocupa cerca de sete secretarias no governo de Silval Barbosa (PMDB). E o PMDB tem pré-candidato já definido, o empresário e jornalista João Dorileo Leal, com um enorme potencial de votos.
A única hipótese do PR lançar uma candidatura própria em Cuiabá teria que levar em consideração um projeto de oposição ao atual governo estadual sob a liderança do senador Blairo Maggi. Coisa pouco provável. Blairo pode até ser candidato ao governo em 2014, como sonham os republicanos, mas com o apoio de Silval.
Assim sendo, por uma questão de sobrevivência – afinal a caixa-preta do governo Maggi continua fechada, apesar da sucessão de escândalos levados à público desde que deixou o cargo – Blairo Maggi não arriscaria a sua já abalada imagem pública num confronto com Silval ou com o PMDB.
O PR, ao final, vai apoiar a candidatura peemedebista de João Dorileo Leal em Cuiabá. Todo esse barulho de candidatura própria do PR em Cuiabá não passa de balão de ensaio e dissimula uma forte pressão contra as mudanças pretendidas por Silval na composição do secretariado.
Quer ver? Escuta!
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