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domingo, 26 de fevereiro de 2012

60.000 ao dia:site mais acessado:Cuiabá:Várzea Grande:Policia:Estelionatário está preso no Pará

JULIANA BORGES
Da Reportagem/Sinop

Enquanto a Polícia Civil de Sinop informa que ainda não conhece o paradeiro do dono da Kita Fácil, a reportagem do Diário descobriu que ele já está preso, desde o último dia 10, no estado do Pará. O acusado Antônio Conceição Xavier, 59 anos, aplicou um “golpe de consórcio” que prejudicou dezenas de pessoas.

Segundo informações publicadas pela imprensa de Parauapebas (PA), interior do Estado do Pará, o acusado de estelionatário foi preso em flagrante, enquanto fazia um sorteio na cidade. A Polícia Civil local informou que ele continua preso na Cadeia Pública da cidade. Na data, uma equipe de investigadores teria ido até o local após receber uma denúncia que evidenciava a fraude.

Em Sinop, a empresa estava instalada no cruzamento da Avenida das Palmeiras com a Avenida dos Ingás. As vítimas só perceberam que se tratava de golpe após ver as portas do estabelecimento fechadas.

Em Sinop, o golpe aplicado era semelhante ao verificado em Parauapebas. Segundo o relato de uma das vítimas, no grupo dos sorteios havia sempre nomes de pessoas que não existiam. “Ele colocava peso nas pedras para sair apenas para essas pessoas e, quando saía para um que realmente pagava, ele não entregava a moto”, relatou Sindivaldo Domingos, morador sinopense.

Durante a verificação do funcionamento do globo pelos investigadores do Pará, foi observado que determinadas bolas não passava no orifício, e por esse motivo nunca contemplava os consorciados que estavam pagando o “sistema de compra premiada”. Também foi detida em flagrante a secretária do acusado, Maria do Amparo Ferreira.

Segundo a vítima Sindivaldo Domingos, várias pessoas caíram no mesmo golpe, só da família dele foram duas vítimas. “Meu sobrinho fez o consórcio de uma moto, pagou dez parcelas, valor de mais ou menos R$ 2 mil. Minha esposa também começou a pagar, só que agora eles fecharam as portas e nós ficamos ‘chupando o dedo’” relatou. O acusado confessou que opera nesta atividade há dois anos. 

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