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Da Reportagem/Sinop
Os hospitais regionais de Colíder e Alta Floresta (distantes a 650 km e 830 km de Cuiabá, respectivamente) já estão sendo administrados por uma Organização Social de Saúde (OSS). Em breve, a unidade de Sorriso (420 km de Cuiabá) também deverá estar sendo gerenciada por uma entidade não-governamental.
No ano passado, quando o governo estadual decidiu terceirizar a gestão das unidades regionais, o processo de repasse da administração foi iniciado e cinco contratações foram consolidadas. Os hospitais de Várzea Grande, Cáceres, Rondonópolis, Colíder e Alta Floresta estão nas mãos das organizações. Já o processo de chamamento da unidade de Sorriso está em fase final de conclusão. Somente os procedimentos referentes aos hospitais de Sinop e o de Transplantes de Cuiabá, que também será terceirizado, estão com chamamento público ainda em aberto.
O Instituto Social Fibra foi o escolhido para administrar os hospitais de Colíder e Alta Floresta. O contrato de administração foi feito por um período de cinco anos e em janeiro de 2017 vencem as licenças.
De acordo com o contrato 001/2012, para a manutenção da unidade de Colíder, o governo se comprometeu em repassar anualmente para a instituição, pouco mais de R$ 33 milhões, e para a garantia do funcionamento do hospital de Alta Floreta, serão repassados ao Instituto quase R$ 32 milhões anualmente, conforme o contrato 002/2012.
A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde explicou que a demora em repassar a administração da unidade de Sinop para uma OSS, é resultado das discussões entre governos estadual e federal para a liberação de recursos, na ordem de R$ 8 milhões, que serão investidos na compra de equipamentos.
Na quarta-feira (15), o governador Silval Barbosa (PMDB) e o secretário de Saúde, Vander Fernandes, estiveram reunidos com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que garantiu o empenho do dinheiro que deverá ser “liberado de imediato”.
“Como o ministro garantiu a liberação desses recursos, o governo pode abrir o chamamento para o hospital de Sinop. Sem a liberação desse dinheiro, não havia como o governo fazer o chamamento, por isso houve essa demora em repassar para a OSS a administração do hospital de Sinop”, explicou a assessoria. A abertura da licitação foi feita na quinta-feira passada.
Na sexta-feira (17), o prefeito de Sinop Juarez Costa e o secretário de Saúde, Mauri Rodrigues Lima, anunciaram o andamento do processo e disseram que a previsão é que o hospital esteja, definitivamente, com as portas abertas em junho deste ano. Além dos R$ 8 milhões, outros R$ 3 milhões, segundo o prefeito, devem ser liberados para serem investidos na infraestrutura da unidade.
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