Kamila Arruda
O secretário diz realizar o levantamento para a licitação da obra. Ele garante que a reforma deve começar no máximo em 90 dias, em todos os pontos de prática esportiva na cidade. Em contrapartida, o secretário não esconde que a agilidade no andamento do processo agora se deve aos jogos estudantis do próximo ano, quando o ginásio “Fiotão” deve sediar algumas partidas.
Na última sexta (13), o professor de Educação Física Luis Carlos Conagin, há mais de 30 anos em atuação no município, denunciou o descaso do Poder Público com os locais reservados à prática esportiva na cidade. Segundo ele, parte dos ginásios e mini-estádios de Várzea Grande está em estado deplorável, quase sem condições de uso.
O professor atribui esta situação a má gestão da prefeitura, que vem se desenrolando há anos. Além disso, ele cita como exemplo o ginásio “Fiotão”, que é bastante conhecido no município e já foi palco de campeonatos e apresentações. Segundo ele, só no local foram detectados problemas, a começar na entrada. As portas e janelas estão todas sem cadeado e com os vidros quebrados, permitindo assim que qualquer pessoa entre no ginásio. Já no interior do local, há feses de pombo e teia de aranha por todos os lados, e nos sanitários o odor forte e a falta de estrutura é imensa.
Segundo o professor, mesmo com a falta de estrutura adequada, as 8 seleções das 4 principais modalidades realizam treinamento no local. Além disso, Conagin diz que todos os professores e treinadores responsáveis por atividades nestes pontos são voluntários e não recebem auxílio algum da preitura.
Com relação à isso, o secretário frisa que o repasse para as seleções não é feito com o mesmo CNPJ das empresas. Segundo ele, a questão é burocrática e envolve diversas coisas, pois a prefeitura exige que as pastas prestem contas do dinheiro gasto e a prática só é possível por meio do CNPJ. “Recurso tem, mas não há como repassar”, pondera.
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