O Superior Tribunal de Justiça negou o pedido de liminar apresentado pela defesa do prefeito afastado de Traipu, Marcos Santos. Ele é acusado de oito crimes de improbidade administrativa. O ministro Ari Pargendler, presidente do STJ, não aceitou a argumentação contra as acusações de fraude e dispensa ilegal de licitações; falsificação de documentos; peculato; corrupção ativa; apropriação de bens e rendas públicas; nomeação de servidores contra o que diz a lei e formação de quadrilha. Marcos Santos está preso desde o dia 22 de novembro de 2011.
A defesa apresentou o pedido de liminar no último dia 11 de janeiro. O ministro Ari Pargendler negou a liminar e pediu mais informações ao Tribunal de Justiça de Alagoas, além de dar vistas ao Ministério Público.
FUGA - Marcos Santos ficou foragido por quase dois meses, depois que a Polícia Federal desencadeou a Operação Tabanga, cujo objetivo era cumprir mandados de prisão e busca e apreensão em Traipu.
O prefeito afastado é acusado de comandar um esquema que desviou recursos públicos federais relacionados à Educação em mais de R$ 8 milhões. Ele foi afastado do cargo pela Justiça Federal. No entanto, conseguiu um habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que permitiu o seu retorno ao Estado.
Só que logo após o retorno, Marcos Santos foi alvo de uma outra operação, comandada pelo Ministério Público Estadual, que comprovou seu envolvimento em um esquema de desvio de recursos nos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do ICMS em Traipu. A investigação durou cerca de 90 dias. Outras 18 pessoas também foram denunciadas pela prática de delitos da organização criminosa.
Se somadas todas as penas, Marcos Santos pode pegar mais de 100 anos de prisão. Ao todo, os desvios atribuídos ao prefeito afastado somam mais de R$ 7,3 milhões. Só em relação a uma empresa prestadora de serviço o desvio é de R$ 3 milhões.
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