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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Site mais acessado em Cuiabá e Várzea Grande MT:Policia:Bancada federal age pouco e MT perde 2,77% em transferências da União

As transferências de recursos do Governo Federal para Mato Grosso caíram 2,77% no ano passado, comparado ao valor do ano anterior – não descontada a inflação do período. O Estado recebeu R$ 116 milhões a menos. Enquanto o Governo Federal transferiu R$ 4,196 bilhões em 2010, em 2011 foram R$ 4,080 bilhões, segundo o Portal Transparência. A queda no valor pode ser debitada na conta da bancada federal – oito deputados federais e três senadores – que representam os interesses do Estado junto a União e são tecnicamente responsáveis pelas gestões de liberação de verbas e encaminhamento de projetos.
Do valor transferido em 2011 para Mato Grosso, R$ 1,9 bilhão foi entregue ao Governo do Estado. A maior parte dos recursos entregues pela União ao Governo se referem a valores definidos para programas e ações nas áreas de saúde e educação. Dos recursos transferidos, o Governo Estadual recebeu R$ 80 milhões a menos do que os R$ 2,035 milhões repassados em 2010.
Os municípios também perderam recursos. Ao todo a redução de recursos foi na ordem de R$ 36 milhões.
Cuiabá e Várzea Grande, que integram a chamada região metropolitana, receberam transferências de recursos em menor quantidade. Enquanto a capital recebeu o aporte financeiro de R$ 339,964 milhões em 2010, no ano passado foram R$ 320,305 milhões. Já em Várzea Grande dos R$ 88,951 milhões aplicados em 2010, o montante caiu para R$ 81,516 milhões no ano passado.
Considerada a segunda cidade de Mato Grosso, Várzea Grande ficou atrás de Rondonópolis,que  recebeu R$ 11 milhões a mais no ano passado. Foram aplicados R$ 111,243 milhões ante a R$ 101,570 milhões repassados em 2010. O fraco desempenho de Várzea Grande na captação de verbas federais pode ser atribuído a crise político que o município mergulhou desde a reeleição de Murilo Domingos, com sucessivas trocas de prefeito e cassações.
Por sua vez, o prefeito Zé Carlos do Pátio (PMDB) acredita que dois fatores podem ter sido responsáveis pelo incremento financeiro. Ele aponta o cumprimento de metas dos programas pactuados com a União e o crescimento populacional da cidade. “Isso é um reflexo do cumprimento de metas pactuadas com o Governo Federal e por isso, recebemos mais recursos” – ele disse.
Pátio cita como  exemplo o número de beneficiários da Bolsa Família em Rondonópolis, que  passou de 5 mil contemplados em setembro de 2008 para 8,6 mil em setembro de 2011. “Houve aumento também no número de crianças matriculadas na educação infantil. Subiu de 3,2 mil para 5,8 mil no período de dois anos, em razão dos investimentos em educação” - ele explicou.
Pátio acredita que os investimentos podem ser ainda maiores em 2012, com a construção de outras unidades do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), e mais espaço de cidadania para atendimento de crianças do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), dentre outras ações com recursos da União.

Com Débora Siqueira, de Rondonópolis

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