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domingo, 15 de janeiro de 2012

Site de mais acesso em Várzea Grande e Cuiabá MT:Policia:Padre acusado de pedofilia está solto

Padre acusado de pedofilia está soltoFoto: Leonardo Arruda/247 (30.12.2011)

PRESO HÁ 14 DIAS POR SUSPEITA DE ABUSAR SEXUALMENTE DE SEIS VÍTIMAS, PÁROCO CONSEGUIU LIBERDADE PROVISÓRIA; CRIANÇAS TÊM ENTRE 5 E 14 ANOS E TERIAM SIDO VIOLENTADAS DURANTE UM ANO

13 de Janeiro de 2012 às 11:03
Brasília 247 – O padre Evangelista Moisés de Figueiredo, 49 anos, acusado de abusar sexualmente de seis crianças, está solto. Depois de 14 dias preso, a Justiça concedeu a liberdade provisória ao pároco na quinta-feira (11). A decisão foi tomada pelo juiz da 6ª Vara Criminal, Sebastião Coelho, que julgou procedente os argumentos do advogado de defesa do padre, Cleber Lopes. Evangelista está afastado das atividades da diocese até o encerramento do processo judicial.
Apesar da soltura, o padre deve ficar bem longe da igreja São Francisco de Assis, no Jardim Botânico, onde atuava há 10 anos. Ele está proibido de ter contato com as vítimas e não pode deixar o Distrito Federal sem autorização da Justiça. As condições exigem ainda que Evangelista mantenha o endereço atualizado.
O alívio da liberdade para o padre representa mais sofrimento para as famílias das vítimas, que se sentem ameaçadas com o pároco a solta pelo DF. Uma das mães afirma que já foi ameaçada pelo suspeito e que teme novas violências.
Prisão
Evangelista Moisés de Figueiredo foi preso no dia 30 de dezembro, em casa, no condomínio Estância Del Rey. No momento da detenção ele dormia com a amante, de 30 anos, que estava nua. Ela atuava em outra paróquia onde ele trabalhou, a São Camilo de Léllis, na 303 Sul.
O pároco é acusado de abusar sexualmente de seis crianças com idades entre 5 e 14 anos – cinco irmãos e uma vizinha, colega dos pequenos –, frequentadoras da igreja onde ele pregava as palavras de Deus. O acusado atraia as crianças com o argumento de ajudá-las com tarefas escolares ou as oferecia dinheiro, em média R$ 20 ou R$ 30.
De acordo com a polícia, os abusos aconteciam na igreja, na residência do padre ou na casa das crianças – em sua maioria residências de origem humilde. Na hora da violência sexual, Figueiredo mostrava um vídeo de relação sexual entre adultos, para, depois, violentá-las. Para evitar denúncias, o suspeito de pedofilia ameaçava as crianças, dizendo que seus pais seriam demitidos dos empregos caso elas contassem algo.
Com informações do Correio Braziliense.

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