Reportagem: Antonio C Melo
Imagens: Deninho Ferreira
Para muitos superstição. Para outros pavor. O mito da sexta-feira 13 ainda prevalece para muitas famílias e em alguns casos a superstição se torna realidade.
O primeiro caso, que terminou em morte, vitimou o jovem tratorista Ivanildo Olimpio da Silva, 23, recém casado, que residia na Fazenda Primavera, no município alagoano de Satuba.
Era final da manhã da sexta-feira (13) quando Ivanildo, que sempre sonhou ser tratorista, conduzia um trator que rebocava cinco pranchas carregadas com cana de açúcar. Juntos, trator e pranchas, pesavam cerca de 15 toneladas.
Era a primeira vez que Ivanildo dirigia um trator, realizando seu sonho. Mas uma fatalidade estava traçada em sua vida. De forma inadvertida ele freou o trator que terminou sendo “atropelado” pelas pranchas. A imperícia causou sua morte. O jovem morreu esmagado.
O fato foi registrado na Fazenda Flor da Laje, no município de Murici, em Alagoas.
Longe dali uma outra tragédia, praticamente no mesmo horário e também envolvendo um tratorista.
A vítima, Geraldo Vieira da Silva, 51, casado e que residia no Loteamento São José, no bairro Poeira, município de Marechal Deodoro.
O operador de máquinas pesadas trabalhava em uma patrol quando a mesma tombou em uma estrada vicinal na Fazenda Roncador, pertencente à Usina Sumaúma, zona rural de Marechal Deodoro.
A vitima morreu na hora e o corpo ficou durante várias horas por baixo da patrol que foi levantada numa operação que contou com outros dois tratores. No local, parentes da vítima relataram que Geraldo trabalhava como operador de máquinas pesadas a cerca de 14 anos. Antes de sair de casa, durante a manhã da sexta-feira, ele deu um beijo no filho e outro na esposa e saiu calado.
A esposa dele, de nome Simone Vieira disse que a atitude do marido deixou ela desconfiada, pois ele nunca havia feito isso antes e demonstrava ser um último adeus. Ela disse que ainda tentou falar com ele, mas Geraldo saiu de cabeça baixa e por alguns momentos, ficou a distancia olhando para a residência e a mulher na porta. Simone relatou ainda que o marido ficou acenando com a mão, como estivesse prevendo que não voltaria.
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