A polícia acredita que a mulher de 54 anos encontrada morta neste sábado (14) em Mairiporã na Grande São Paulo, tenha sido vítima de um crime relacionado à magia negra. Geralda Lúcia Ferraz Guabiraba foi localizada na altura do km 8 da Estrada de Santa Inês com o rosto desfigurado, sem os olhos e a pele da face.
Para a delegada titular de Mairiporã, Cláudia Patrícia Dalvia, o local onde o corpo foi encontrado, conhecido como Pedra da Macumba, tem relatos de outros crimes de magia negra, o que contribui para a hipótese.
“Ela era uma dona de casa católica, pacata, bem tranquila”, definiu a delegada. Neste domingo (15), a polícia irá até a causa da vítima, em Lauzane Paulista, na Zona Norte da capital paulista, para recolher documentos, o celular e o computador usados por Geralda. A delegada também vai analisar as imagens de segurança do prédio. “Enquanto a família não trouxer informações que ajudem a polícia, fica difícil desvendar o crime”, disse Cláudia.
Segundo ela, o carro da vítima já foi periciado. No interior do veículo foram encontrados um copo de alumínio e uma garrafa plástica. Nos dois havia uma substância branca que será analisada. A polícia, entretanto, acredita que isso tenha sido usado para sedar a vítima.
Ainda segundo a polícia, ela foi morta do lado de fora do carro. O corpo foi encontrado após uma denúncia feita pelo telefone 190. Do lado do cadáver estavam três cestas de vime vazias.O corpo tinha um corte profundo no pescoço. Um pedaço de vidro foi encontrado no local, mas a polícia ainda não sabe se ele foi usado para ferir Geralda. A vítima usava um escapulário – objeto religioso usado por católicos.
Segundo a delegada, não havia sinais de luta ou violência no corpo. A delegada considerou o crime como brutal, e será investigado como homicídio duplamente qualificado – uso de crueldade e impossibilidade de resistência da vítima.
Comportamento estranhoEm depoimento informal à polícia, o marido e o genro de Geralda afirmaram que ela estava depressiva nos últimos tempos, falava muito sobre a morte, apresentava um comportamento estranho e passou a usar muito a internet . Ela não estava tomando remédios antidepressivos.
Segundo os familiares, Geralda não costumava sair de casa no momento em que foi vista deixando o prédio – entre 23h e 23h30 de sexta-feira (13). O porteiro informou à polícia que ela saiu de carro vestindo pijama. Entretanto, o corpo foi encontrado com outra roupa. A vítima não levou nem documentos nem celular.
O marido de Geralda tomava medicamento para dormir e, por isso, não viu a esposa sair de casa. Ele deverá prestar depoimento quando tiver condições, segundo a delegada, já que está muito abalado.
O corpo foi levado na noite deste sábado para o Cemitério Parque da Cantareira, na Zona Norte da capital, onde era velado neste. O enterro foi marcado para as 10h.
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