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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Policia:Ferro: "Fico em AL, só não quero ser preso"

Maurício Tavares, Cícero Ferro e Dudu Hollanda (Emergencia190)
Reportagem: Wadson Correia
Imagens: Deninho Ferreira
Durante uma concorrida coletiva na manhã desta quinta-feira (5), na Assembléia Legislativa de Alagoas (ALE), o suplente de deputado estadual Cícero Ferro (PMN) negou qualquer envolvimento com o suposto plano para matar os também deputados Dudu Hollanda (PSD) e Maurício Tavares (PSD).

Ao chegar à ALE, sozinho, Ferro foi direto à sala do presidente, deputado Fernando Toledo (PSDB) de onde saiu para conversar com a imprensa.

O parlamentar afirmou que não existem provas que o incriminem e desafiou as polícias Civil e Federal apresentarem o que têm a fim de comprovarem sua participação no esquema criminoso e que se for comprovada sua participação ele renuncia a vida política. 

“Essa história está mal contada. Se a Polícia Federal interceptou os carros com os criminosos, porque não os prendeu?”, falou o deputado, que disse ser vítima de acusações de alto nível.
“Nunca na minha vida eu tive esse pensamento, nem terei, e os crimes que dizem que eu fiz, Fernando Aldo e Jaco meu primo eles sabem que não fui eu, mas tem que botar pra mim por eu tenho que pagar um preço pelas acusações que tenho feito a esse povo”, concluiu ele. 
Cícero Ferro também falou que entrou na vida pública através do ex-governador José Tavares, pai de Mauricio Tavares e também teve a ajuda da família Hollanda, acrescentando que todos são amigos e nunca houve menção de sua parte em matar Dudu, Mauricio ou outras pessoas.

No final da coletiva o deputado voltou a pedir que as polícias provem o seu envolvimento no suposto esquema para matar os colegas parlamentares. Ferro finalizou sua fala com a frase: “Fico em Alagoas, só não quero ser preso”.

Logo após a coletiva os deputados Dudu Hollanda e Mauricio Tavares chegaram ao prédio da Assembleia e se reuniram, a portas fechadas, com o presidente da Casa. Tavares disse que acredita nas informações da PF e que reforçou sua segurança particular. Ele e Cícero Ferro se cumprimentaram diante dos jornalistas. 

Já Dudu Hollanda foi mais incisivo em suas declarações. O deputado confirmou que o suposto plano foi comunicado a ele pelo delegado federal Daniel Granjeiro, da PF de Alagoas, e que as mortes aconteceriam no final do não passado.
“O Granjeiro falou comigo por telefone e disse a mim que tomasse as precauções que a polícia estadual, no caso a Polícia Civil, estava sendo comunicada e eu tomasse as precauções”.
Dudu também disse que já reforçou sua segurança e desafiou as autoridades a provarem o esquema criminoso.

“Anote ai, que tá dizendo sou eu. Se isso não for esclarecido, não existe polícia em Alagoas e não existe Polícia Federal. As duas estão desmoralizadas”, disse Dudu.

Em contato com a assessoria da PF em Alagoas o EMERGENCIA190 foi informado de que o órgão não irá se pronunciar sobre o caso. Já a delegada Ana Luiza Nogueira, diretora do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), voltou a afirmar que o esquema foi descoberto pela PF de Pernambuco, que comunicou a jurisprudência de Alagoas, que passou a informação à Polícia Civil (PC). A delegada enfatizou que o caso segue em segredo de Justiça, mas que as investigações continuam.

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