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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Pais de jovem que caiu de telhado do shopping Pantanal cobra por justiça

Reprodução
Pais disseram que Marcelino era quem animava a casa
 

Os pais do estudante Marcelino de Souza Santos de 15 anos, que morreu após cair do telhado do Shopping Pantanal, em Cuiabá, há mais de seis meses, cobram a responsabilização da administração do estabelecimento e alegam que houve negligência e omissão de socorro. Inconformada com a situação, a mãe do garoto disse que queria que os funcionários do shopping prestassem o socorro imediato ao menino após a queda. 
Segundo a mãe, a administração do shopping não demonstrou nenhuma compaixão para com a família do adolescente, principalmente por não ter dito a verdade sobre o estado de saúde do filho dela quando entraram em contato por telefone. "Disseram apenas que ele teve lesões leves, mas não era verdade", afirmou. Os familiares contaram que não receberam nenhum atendimento psicológico depois da tragédia.
 
A assessoria de imprensa do shopping alegou  que não é verdade que o estabelecimento não prestou o atendimento adequado às vítimas, como demonstram imagens e documentos anexados ao inquérito da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, concluído no último dia 13. Informou ainda que a direção do shopping vai aguardar a avaliação do Ministério Público Estadual (MPE) para se pronunciar oficialmente.
 
As famílias de Marcelino e da outra vítima, Keisa Siqueira de Oliveira de 12 anos, vão ingressar com uma ação na Justiça pedindo indenização de R$ 1,5 milhão por danos morais pela forma como os adolescentes foram tratados após a queda de aproximadamente 12 metros de altura. O documento deve ser protocolado nesta semana.
 
O advogado dos pais do garoto, Marcelon Angelus, disse aguardar um posicionamento do MPE acerca do relatório emitido pela delegada Alexandra Campos Mensch Fachone. Ela entendeu que o shopping não deve responder criminalmente pelo caso, mas civilmente. No parecer, ela não eximiu o estabelecimento de responsabilizar pelo mau atendimento prestado às vítimas, como ficou demonstrado nos depoimentos de técnicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e de uma empresa privada de atendimento de urgência e emergência.
 
Em trecho do inquérito que apurou o caso, a delegada pontuou que os profissionais declararam em depoimento que as equipes do shopping que já estavam prestando socorro às vítimas se negaram a informar sobre as circunstâncias da queda, o que teria prejudicado muito os primeiros-socorros aos estudantes.
 

G1

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