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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mostro:Video: Talvane. “Eu já esperava a condenação”

Reportagem: Wadson Correia
Imagens: Deninho Ferreira
Logo após a leitura da sentença de condenação dos acusados pela morte da ex-deputada federal Josefa Ceci dos Santos, (PSDB), a Ceci Cunha, o ex-deputado, Pedro Talvane Albuquerque, tido como autor intelectual na morte da parlamentar foi levado por equipes da Força Nacional (FN) e da Polícia Federal (PF) para o Instituto Médico Legal (IML), de Maceió, onde fez exame de corpo e delito.
Talvane Albuquerque chegou ao IML tranquilo e ao sair do prédio falou rapidamente com os jornalistas alegando que já sabia da condenação. “A gente tem que enfrentar com tranquilidade e deixar os advogados trabalharem. Eu já esperava a condenação”, disse o preso.
Perguntado sobre quem matou a deputada federal Ceci Cunha e seus familiares, ele respondeu: “Quem matou Ceci , eu não sei. Só sei que não fui eu!”.”, disse o ex-deputado antes entrar na viatura da PF.
Os outros condenados também foram levados para o IML para fazerem exame de corpo e delito. Jadiélson Barbosa da Silva, Alécio César Alves Vasco, Mendonça Medeiros Silva e José Alexandre dos Santos o “Zé Piaba” que entrou no IML com as mãos levantas e falando em voz alta que estava sendo condenado injustamente. “Estou sendo preso sem ter participação nenhuma”, declarou ele.
Todos foram levados para a sede da Polícia Federal, no bairro de Jaraguá, onde vão permanecer na carceragem do órgão, até ser decidido para onde serão encaminhados a fim de cumprirem suas penas.
Conhecida como a “Chacina da Gruta”, Ceci Cunha foi executada a tiros na noite do dia 16 de dezembro de 1998, logo após ser diplomada em solenidade acontecida no Fórum da Justiça Estadual no bairro do Barro Duro, em Maceió. Ela morreu ao lado do marido, Juvenal Cunha da Silva, o cunhado, Iran Carlos Maranhão Pureza e a mãe de Iran, Ítala Neyde Maranhão Pureza. A esposa de Iran, irmã de Ceci Cunha, conseguiu correr e ficar escondida por baixo da cama.
A motivação dos homicídios seria, com a morte da parlamentar, a garantia do mandato para Talvane Albuquerque na Câmara dos Deputados para a legislatura de 1999 a 2002.
O julgamento, 13 anos após as execuções, teve inicio na última segunda-feira (16) no Fórum da Justiça Federal (JF), no bairro da Serraria, em Maceió, foi presidido pelo juiz federal André Maia Tobias Granja, titular da 1ª Vara da JF.
A condenação
Jadielson foi condenado a 105 anos de regime fechado (inicialmente). Ele teria sido o responsável em atirar na deputada e em seus parentes e de tentar assassinar o ex-deputado federal Augusto Farias.
Alécio César Vasco foi condenado a 87 anos e 3 meses ao regime fechado (inicialmente).
Além de ser acusado de também ter atirado nas vítimas, ele teria comprado as armas e coletes balísticos.
“Zé Piaba” foi condenado a 105 anos de regime fechado (inicialmente). Ele atuava com o comércio ilegal de arma de fogo e apesar de sempre negar, foi considerado como o outro pistoleiro que matou as vítimas. .
Já Mendonça Medeiros Silva foi condenado a 75 anos e 7 meses de regime fechado (inicialmente). Ele não chegou a entrar na casa onde a deputada foi executada, mas é acusado de saber detalhes do trama e ajudou os acusados e sabia do plano para assassinar Augusto Farias.
Talvane Albuquerque foi condenado a 103 anos e 4 meses de regime fechado (inicialmente) e ainda indenização por danos materiais em ricochetes R$ 100 mil para os descendentes da Ceci Cunha e R$ 100 mil para os dependentes do Iran Maranhão, mais 500 salários mínimos para cada dependente. Ele é acusado de ser o mandante das mortes. O ex-deputado e médico teria ainda oferecido R$ 60 mil para o pistoleiro “Chapéu de Couro” executar Augusto Farias.
Defesa
O advogado de Talvane, Welton Roberto, no termino do julgamento, solicitou ao juiz que seu cliente não fosse algemado e tivesse direito a cela especial, por ter nível superior. Por telefone, Welton disse ao EMERGENCIA190 que o julgamento foi cançativo e que até segunda-feira (23) irá ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife (PE), onde irá dar entrada ao pedido de habeas corpus (HC).
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