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segunda-feira, 5 de março de 2012

Fabio Saad deixou a saúde um caos, Seis folhas de pagamento em atraso, mais 5 meses da verba indenizatória”,diz secretário









O Secretario de Saúde de Várzea Grande, Marcos José, faz um balanço de como encontrou a pasta, qual a situação atualmente.






Marcos conta que quando assumiu a Saúde municipal se deparou com uma Secretaria que passava por uma situação difícil, e garantiu que tem trabalhado em prol de solucionar o caos da Saúde em Várzea Grande.






“Eu encontrei a Secretaria em um contexto complicado. Considerando a importância da Secretaria de Saúde, o que ela representa para a população em termos de Saúde, a situação que eu a encontrei estava difícil, quando eu digo difícil eu não quero atacar quem me antecedeu, mas é uma situação que me norteia para o que eu tenho que fazer no futuro. O que eu tenho colocado para os gerentes de setores de unidades, é que o foco é o cidadão. Não dá para ficar esperando, não existe aquela condição do “mas”, de deixar para depois, a questão aqui é de resolução. A saúde tem que ser resolvida” ressalta.






Marcos explica que o norte da administração, colocada pelo prefeito Sebastião dos Reis Gonçalves – o Tião da Zaeli (PSD) é fazer com que as coisas aconteçam, e para isso, foi apresentado um projeto na Câmara e provado uma reforma, dentro de um padrão de modernidade,onde toda a estrutura organizacional da Secretaria, já recebendo inclusive, o Pronto-Socorro municipal, que deixa de existir enquanto Fundação.


Em meio a caos na saúde de Várzea Grande e início de movimento demissionário de 400 médicos, o secretário da pasta Marcos José tenta amenizar a situação e alega que já resolveu 60% dos problemas da pasta, em apenas 15 dias. Apesar disso, ele reconhece que não há prazo para realizar o repasse de verba indenizatória dos médicos do Pronto-Socorro . “Não sou Deus, nem salvador da pátria, nem tenho máquina de fazer dinheiro”, dispara.


Em tom irônico, ele argumenta que não é possível resolver todos os problemas da secretaria num curto espaço de tempo e, insinua, que a responsabilidade da desordem é do ex-secretário Fábio Saad (PTC), que deixou a pasta e retornou à Câmara. “Eu assumi em 2 de janeiro e não sou responsável por aquilo que encontrei. Seis folhas de pagamento estavam em atraso e mais 5 meses da verba indenizatória”, reclama. Marcos argumenta que já regularizou 2 dos 5 benefícios atrasados e 50% das folhas de pagamento.


A reclamação dos médicos, segundo o secretário, é por 3 meses em atraso das verbas indenizatórias, que correspondem a um acréscimo de R$ 1 mil sobre o salário de R$ 2,1 mil. Ele reclama que não foi comunicado de nenhuma greve e, mesmo sem uma estimativa, diz que vai tentar solucionar o problema. “Eu não tenho prazo porque dependo do repasse do governo e, por isso, não vou mentir, nem enrolar, dizendo que posso pagar semana que vem ou mês que vem”, pondera.


Por fim, demonstrando bastante irritação Marcos José compara sua gestão e os problemas nas folhas de pagamento, à uma gravidez. “Num primeiro ato sexual nasce uma vida e depois ela demora 9 meses para nascer. Da mesma forma, eu preciso de tempo para correr atrás e fazer com que o SUS funcione”, conclui.
Fonte: MT24HorasNews
Autor: João Batista de Oliveira
Contato: mt24horasnews@gmail.com
Site: www.mt24horasnews.com.br

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