Kamila Arruda
O deputado faz questão de ressaltar, no entanto, que, embora o primeiro caso tenha ocorrido em Mato Grosso, a medida foi uma determinação da executiva nacional. No Estado já foi registrado pelo menos dois casos de suplentes do PP que impetraram mandados de segurança com o objetivo de impedir que os "infiés" permanecessem em cargos no Legislativo. As ações são baseadas na regra que determina que o mandato pertence ao partido ou coligação e não ao candidato eleito.
Ezequiel afirma que a intenção do PP não é fazer uma “caça a bruxas” com os políticos que trocaram de legenda, mas afirma que o parlamentar que se sentir lesado poderá recorrer a sigla e receberá todo o respaldo necessário. A primeira decisão favorável aconteceu no município de Peixoto de Azevedo, onde o juiz Tiago Souza Nogueira impediu os primeiro, segundo e terceiro suplentes, Getúlio Lima, Aurileide Pereira e Charles Fumiere, respectivamente, de assumir uma cadeira na Câmara em benefício de João Manica, que ao contrário dos demais não trocou o PP pelo PSD.
O suplente de deputado federal Neri Gueller (PP), também busca na Justiça o direito de assumir a vaga do parlamentar licenciado Pedro Henry (PP), que deve ser empossado nesta sexta (20) na secretaria estadual de Saúde. A briga dele é para assumir a vaga no lugar do primeiro suplente Robertor Dorner, que trocou a legenda progressista pelo PSD. A decisão a favor ou não de Gueller deve sair nos próximos dias.
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