Laura Nabuco
Silval cita como exemplo de transparência as obras no estádio Verdão, da qual o Ministério Público já tem um relatório detalhado. Os demais empreendimentos, segundo o governador, precisam aguardar que os projetos e as licitações sejam concluídas para serem encaminhados aos órgãos fiscalizadores. "A partir daí o MP, o TCE, o TCU, a AGU e mais quem quiser ver, pode ver. Nossa obrigação é mostrar", afirma Silval.
A principal crítica do promotor, no entanto, diz respeito à ausência de informações sobre o VLT, novo sistema de transporte coletivo que deve ser implantado na grande Cuiabá até 2014. Segundo ele, o MP ainda não tem dados oficiais sobre o projeto, nem quanto a obra deve custar ao Estado. Almeida chega a afirmar que, caso o Paiaguás não comprove que o custo está dentro da capacidade de endividamento do governo, ele pode ingressar com uma ação judicial, solicitando que o modal não seja construído.
Para conseguir acesso às informações, o promotor protocolou um requerimento nos ministérios das Cidades, do Transporte, do Planejamento, do Esporte e na Caixa Econômica Federal (CEF) solicitando dados do projeto do modal. Além disso, os diretores da agência também serão chamados para dar esclarecimentos. Já foram ouvidos o arquiteto Rafael Detoni Moraes, e os diretores de Planejamento, Yênes Magalhães, e de Infraestrutura, Carlos Brito, que pediu sigilo de seu depoimento. O presidente Eder Moraes deve ser o último a ser convocado.

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